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O fascinante Passito de Pantelleria da Donnafugata

O título ficou até parecendo uma crônica…rs… Não é, embora isto esteja me dando uma ideia…
Falando do vinho, este é certamente um dos vinhos que mais me fascina, tenho uma queda enorme pelos vinhos doces exóticos, e tenho coletado impressões sobre este passito, que não diferem da minha.
A paixão é unânime.

Apresentado este ano no Master Class do último Grandi Marchi, um fiel representante das excentricidades vulcânicas da Ilha de Pantelleria.

Notas de Degustação:

Rótulo: Ben Ryé
Produtor: DONNAFUGATA SRL
País: Itália
Região: D.O.P Passito de Pantelleria
Safra:
Álcool: 14,5º
Assemblage: 100% Zibibbo, (Moscatel de Alexandria)

OBS: A partir de uvas passificadas naturalmente por 20 a 30 dias, 4 meses em cubas de inox e 18 em garrafas.

Temperatura ideal de serviço: 14º

Importador: World Wine


Notas de Degustação:

Vinho branco de belíssima cor dourada intensa, com notas alaranjadas, límpido, brilhante e transparente, que já anuncia uma bebida tentadora. No nariz damascos secos maduros, figos glaçados, frutas cristalizadas permeados por notas minerais, dando requinte ao conjunto. Na boca fascinante, intenso, belíssima acidez de alta intensidade, associada à também intensa doçura, gerando equilíbrio e frescor,  nada enjoativo.  Elegante, sedutor, um vinho impar e inesquecível.
Vinho de meditação, para os bons momentos da vida!

Enoabraços,

Camila H. Coletti

O sonho dos aromas e sabores bordaleses em terras toscanas

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Uma declaração de amor do  Marchese Mario Incisa della Rocchetta,  pelos sabores de  Bordeaux que tem espalhado fascínio pelo  mundo.
Bolgueri Sassicaia, da Tenuta San Guido, o primeiro dos vinhos a ser conhecido por “supertoscano”, cortes com a introdução das forasteiras uvas de Bordeaux, em geral, cabernet sauvignon, cabernet franc ou merlot , nas belíssimas terras toscanas.

De  clones importados do Château Lafite, plantados a partir de 1944,  nas proximidades de Livorno, na costa sul da belíssima Toscana, a façanha iniciou-se oficialmente, a região,  foi escolhida por similaridade, com a região de Graves em Bordeaux, fator que definiu o nome do vinho Sassicaia, que significa lugar pedregoso, e nele foram introduzidas as mudas de  Cabernet Sauvignon, em 1944, pelo Marchese Mario Incisa della Rocchetta, que tinha o sonho de elaborar na Itália, um vinho com a elegância e raça de um Grande Cru de Bordeaux. O Marchese era criador de cavalos de raça, e inicialmente pensava em produzir vinhos apenas para o consumo da família. Sonho mais do que realizado.  Em 1971 a safra de 1968 foi apresentada ao mundo, dando nascimento aos chamados supertoscanos, sua fama passou a ser indiscutível, quando um certo crítico de vinhos lhe atribuiu, à safra 1985,  em uma degustação às cegas espetaculares 100 pontos, achando que se tratava do Mouton-Rotschild 1986. O crítico era Robert Parker e o vinho, ganhou fronteiras.  
É interessante salientar que inicialmente estes vinhos, que tinham em seu corte as uvas forasteiras, foram enquadrados como “Vino de Távola”, ou seja vinho de mesa, a mais baixa classificação que um vinho pode ter na Itália, pois desrespeitavam a tradição da região, e a legislação, ou pelas as uvas e/ou pelas técnicas utilizadas. Não vamos esquecer que Toscana é terra de Sangiovese.
 
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O Sassicaia foi o primeiro supertoscano e é o único vinho em toda Itália a ter a uma DOC Denominazione di Origene Controllata própria, a D.O.C. Sassicaia Bolgueri  que atende a somente a ele.
 
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OBS: No mapa acima, os principais vinhos da região, com uma referência de preço em dólares, no mercado americano. O Sassicaia está no Brasil, importado pela Ravin.
 
Em breve as notas de degustação do vinho Bolgueri Sassicaia,  aqui no Vinho e Delícias.

Enoabraços,
 

Um italiano perfumado, Masianco da Masi.


Um branco com uvas apassitadas, como um Amarone? Começa no mínimo a ser instigante… Tive a oportunidade de analisar alguns vinhos da Masi, que me foram apresentados pelo simpático enólogo Dottore Vincenzo Protti, os quatro vinhos que degustei tem todos eles pontos assinaláveis e algo em comum, são incrivelmente equilibrados e agradáveis tanto no nariz quanto em boca, a capacidade olfativa deste branco “Masianco” de Pinot Grigio e Verduzzo, por exemplo, é algo que não posso deixar de assinalar, para os amigos aqui do Vinho e Delícias.
Vamos conhecer um pouquinho mais o vinho?

Notas de degustação

Rótulo: Masianco Masi
Produtor: Masi
País: Itália
Região: Veneto
Safra: 2011
Álcool: 13º
Assemblage:
  • 75% Pinot Grigio
  • 25% Verduzzo
OBS: As uvas passam pelo processo de apassitamento, ou seja, são levemente desidratadas, em fase que antecede a condição de uvas passas, por isto do nome apassitamento, processo semelhante ao utilizado na elaboração do Amarone, com técnica desenvolvida especialmente pela vinícola Masi.
Temperatura ideal de serviço: 7° a 9° 

Notas de Degustação:
Vinho branco de cor amarela palha com reflexos verdeais, límpido brilhante e transparente, revela seu fascinante universo ao  levar a taça ao nariz, franco, apresenta uma combinação sedutora de aromas, de início complexos,  que se revelam a seguir, em uma combinação floral ampla,  flores brancas, rosas e notas de mel.
Na boca seco,  macio, leve, com acidez bem integrada, que assinala seu equilíbrio perfeito com os 13° de álcool.
Um vinho agradabilíssimo que deve ser boa cia para aperitivos, petiscos e a tradicional harmonização com carnes brancas e peixes, especialmente se tiver nos acompanhamentos,  notas de sabor, com um leve toque de açúcar. Delicado, elegante, me agradou bastante o estilo e performance deste vinho.

Importadora: Mistral

Enoabraços,

Um italiano, de Castelli di Jesi no meu garimpo de vinhos abaixo de 50 reais


Fazendo parte de minha pesquisa prática de vinhos abaixo de 50 reais, ou seja os vinhos possíveis para o nosso dia a dia, apresento um dos vinhos garimpados no evento da Grand Cru que aconteceu no início desta semana.

Garofoli Anfora Verdicchio di Castelli di Jesi DOC Clássico 2011 Marche , Itália.
Vinho branco de gama de entrada da Garofoli que tem uma vasta lista de vinhos. O Garofoli Anfora Verdicchio, é  fresco, alegre, daqueles que eu chamo de amigável, companheiro pra qualquer momento, um nariz agradável  com boa fruta e notas florais. Em boca macio, com acidez média, sem exageros,   equilibrado, vai acompanhar bem comidas mais leves, e também pratos vegetarianos, ou petiscos do tipo patês, com torradinhas, melhor ainda,  se for em um bom bate-papo a beira da piscina… Smiley piscando
Temperatura de serviço: entre 6º e 8º
Importadora: Grand Cru
Preço: R$ 41,00 ( em 20 de maio de 2013)
 Veja a lista completa do meu garimpo de vinhos abaixo de 50 reais AQUI 

Enoabraços, 

Gole de Vinho: Trebbiano d’Abruzzo Marina Cvetic 2010

Vinho apresentado também no Master Class, do Gambero Rosso, foi um dos vinhos que me chamou especial atenção, do produtor Masciarelli, da região Abruzzo – Itália.
Vinho branco de tonalidade amarelo claro verdeal, franco e muito envolvente nos aromas, evocando flores, com nítidas angélicas e notas de torradas de pão doce, que imediatamente me trouxeram imagens de minha infância., apresentando também, notas minerais que ficaram bem mais nítidas no retro olfato. Na boca, equilibrado, fresco, com boa acidez porém sem exageros, apresentando-se macio e agradável, daqueles para um bom e longo papo. Aprovadíssimo.
Importado pela Mistral.

Gole de Vinho não tem o objetivo de ser uma nota de degustação completa, para ver as notas de degustação, em ordem alfabética no link.

Enoabraços,

Camila H. Coletti