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Mais um vinho na minha dieta que faço questão de mencionar


Desde quando degustei o Aracuri Collector Cabernet Sauvignon 2009, 100% Cabernet Sauvignon, fiquei impressionada e essa vinícola passou a ser foco de minha atenção. Nestes dias de minha dieta, que como sabem acompanho com vinho, resolvi conhecer um dos brancos da vinícola, o Aracuri chardonnay 2012.

Aracuri Chardonnay
Safra: 2012
Região: Campos de Cima da Serra
Rio Grande do Sul – Brasil
álcool: 13º
Evolução: 10 meses em barricas de carvalho (10%)

Vinho branco de tonalidade amarelo palha verdeal, com notas de maça e nuances lácteas, algo lembrando frappé de maças, no desenvolvimento em taça, abriu em traços cítricos e notas de mel. Os aromas de início se mostram um tanto fechados e surpreendem quando abrem-se na taça, mais ainda pela bela persistência do vinho, mesmo guardado em geladeira, para o dia seguinte.
Em boca bela acidez, equilibrando os 13º de álcool, bom corpo, ótima estrutura, para o estilo de um chardonnay e persistência média.
Vinho bastante interessante, acompanhou bem queijos leves, carnes brancas, incluindo as defumadas.
Preço: R$ 45,00

www.aracuri.com.br

Enoabraços,

Camila H. Coletti 

Cabernet Sauvignon Millèsime 2009 Aurora



O vinho TOP da Cooperativa Vinícola Aurora, na sua 6º edição, o Millèsime cabernet sauvignon 2009, foi vinificado também nas safras 1991, 1999, 2004, 2005 e 2008. O vinho é elaborado apenas em anos de uvas excepcionais.

Ficha de Degustação:

Millèsime cabernet sauvignon 2009
Vinícola: Cooperativa Vinícola Aurora
Região: Serra Gaúcha – Rio Grande do Sul
País: Brasil100% Cabernet Sauvignon
Grad. Alcóolica: 13º
Notas de Produção: Vinificado somente em safra especiais, passa por 12 meses em barris de carvalho francês e americano.

Notas de Degustação:

  • Vinho tinto de tonalidade rubi de média intensidade, com reflexos violáceos e lágrimas que tingem a taça, denotando a  presença dos antocianos vigorosos do vinho.
    No nariz presença de suculentas ameixas maduras, com traços de leve mineralidade, um leve grafite. Em boca, vinho com conjunto integrado, com acidez média, porém o suficiente para equilibrar os 13º de álcool. Apresenta-se com delicadeza e a seguir seus taninos revelam raça,  com leve adstringência no final. Persistência e corpos médios.

    Vinho com conjunto integrado, bastante interessante, que irá agradar as pessoas que preferem não sentir traços acentuados de acidez, em vinhos tintos. Agradável ao paladar,  certamente acompanhará bem carnes em geral, vermelhas, podendo até ser possível nas harmonizações com brancas, devido a estrutura menos intensa.
    Acredito que irá em garrafa, evoluir ainda mais, por alguns anos, os taninos e os antocianos, assinalam este caminho.


OBS:
Temperatura de serviço: 16º a 18º
Vinho foi aerado no decanter, por cerca de 1 hora.

Enoabraços,

O sedutor Quinta da Romaneira Reserva 2008

Existem vinhos que criam uma aura natural de sedução, fascinam os sentidos pela incrível combinação equilibrada, ao mesmo tempo que instigante, de aromas, sabores e prazer. O Quinta da Romaneira Reserva é um fiel representante deste grupo.

Notas de Degustação de vinho

 

Quinta da Romaneira Reserva Tinto 2008

 

Rótulo:Quinta da Romaneira Reserva Tinto
Classificação: Reserva
Produtor: Quinta da Romaneira
País: Portugal
Região: Douro
Safra: 2008
Álcool: 13,5º
Assemblage:
  • 50% Touriga Nacional
  • 40% Touriga Franca 
  • 10% Tinto Cão
OBS: Amadurecimento de 14 meses em barricas francesas de 225 ml
Temperatura ideal de serviço: 16º a 18º 

Notas de Degustação:
Vinho tinto de belíssima cor rubi viva, com antocianos presentes, colorindo pelas lágrimas, as paredes da taça, de média intensidade, presença de levíssimo halo iniciante ainda, em tom transparente.
No nariz, franco (expressão brasileira para vinho sem presença de defeito aromático), envolvente, abrindo com a presença de ameixas vermelhas,  maduras, suculentas, algo de baunilha e sensuais notas de cedro, integradas com a fruta.
Na boca,  aquele delicioso ataque macio, que aprecio e encontro, em vinhos especiais,  boa acidez, sem o exagero de alguns tintos portugueses, equilíbrio acidez x álcool,  taninos elegantérrimos, com presença e requinte, mostram a estrutura, e ao mesmo tempo a classe, como um cavalheiro. Persistência alta e ótima intensidade. Um vinho extremamente sedutor, impossível largar a taça!
Importadora: Portus Cales

Enoabraços,

Conhecem o Rubi Wine Bar?

Não? Pois vou mostrar a minha experiência, com o local.
Acredito que muitos de vocês já tenham ouvido falar nele, e eu também ouvia, mas ainda não havia tido a oportunidade de conhecê-lo.


Como queria abrir uns vinhos com colegas, eu liguei,  falei com o Fabiano Aurélio, um dos proprietários,  que foi extremamente atencioso e em cortesia ao nosso grupo, de profissionais, fez todo o serviço dos 6 vinhos que levamos, incluindo os 2 vinhos de guarda, um Finca Coronado Petit Verdot 2004 e um Viña al Lado de la Casa da Bodegas Castaño, também 2004, que eu havia levado, ambos foram decantados e não foi cobrada a “rolha”.
Para quem não está familiarizado, ao mundo dos vinhos e seus jargões, este é o termo usado, para a cobrança relativa ao serviço do vinho, o serviço prestado pelo sommelier ou sommelière (feminino), uso de material, taças, decanters…e etc.
Considerei a atitude muito elegante, o que não ocorreu em outros locais, com os quais fiz contato anteriormente, que me disseram não aceitar rolha, ou seja, não permitem que você leve os seus vinhos, ao local, mas a ideia era exatamente esta, reunir colegas para compartilharmos de alguns vinhos.

O lugar é uma graça, pequeno, aconchegante, com preço acessível, porções fartas e  atendimento simpático e eficiente. Um diferencial é a venda de vinho por taça,  de vários vinhos, além é claro da carta tradicional em garrafa, e as porções muito saborosas.
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Fica a minha recomendação, porque fui, gostei e voltarei, com frequência.  Espero qualquer dia, encontrar algum dos colegas,  aqui do Vinho e Delícias por lá.
Rubi Wine Bar 
Al. Jaú, 1595 – Jardins – São Paulo/SP 
Travessa da Rua Augusta.
Fone: 4323-1667
http://www.rubiwinebar.com.br
Enoabraços,

Mouchão tinto 2007, um potente cavalheiro


Um vinho deve dizer a que vem, assim como uma pessoa rara, que sinceramente, revela suas intenções. Este vinho, o Mouchão tinto 2007 é revelador no primeiro momento, explana sobre a sua forte decisão em ser quase eterno.

Eu tenho uma queda enorme por vinhos de Alicante Bouchet, desde uma prova com o Rui Falcão no Renaissance, acho que em 2011 numa prova  de Alicante, varietal e em corte, de lá para cá, fiquei fã de suas múltiplas expressões,  embora sejam vigorosas em geral,  as vezes surpreendem como no caso deste vinho.
Ele estava entre os dos ícones do Alentejo, apresentados pelo Rui Falcão, na prova do Alentejo.

Mouchão tinto 2007
Herdade do Mouchão.
Região: Alentejo – Portugal.
Assemblage: 93% de Alicante Bouchet e 7% de Trincadeira
álcool: 14º
Notas de degustação:
Vinho tinto de cor rubi e alta intensidade, franco, apresentando aromas instigantes e sedutores que mesclam amendoim e notas adocicadas, que me sugeriram balas recheadas de amendoim, amoras muitas, algo de tostado e notas de chocolate, interessante é que neste vinhos não pude localizar as nuances tradicionais balsâmicas do alicante.
Na boca surpreende com pura sedução, ataque de boca macio, belíssima acidez revelando a seguir taninos intensos e potentes de boa qualidade.
Espetacular para guarda, a perder de vista
Um vinho especialíssimo, apesar da potencia aliada a fatores que revelam os muitos anos pela frente, ele será certamente agora,  um belíssimo companheiro, para carnes suculentas e encorpadas.

Temperatura de serviço: 18°

Enoabraços,

Gosset Grand Rosé, o prazer em suspiros


Uma vez degustado, não dá pra ficar indiferente a estas borbulhas, já o havia degustado algumas vezes, e vou revelar minha enorme paixão por este champanhe.
Foi nele, o Gosset Grand Rosé Brut, em 20 de maio deste ano, que identifiquei um novo descritor aromático, no meu rol de experiências olfativas.
Neste champagne (champagne é masculino) o aroma que identifiquei e me apaixonei, tendo encontrado logo na sequência em um cava, (que também é masculino), foi o aroma de fornada de suspiros
Que delícia!!! Sabem o que é isto?

Não sei quem dos colegas, já tentou fazer suspiros em casa, para assá-lo, é necessário deixar o forno semi-aberto, e o aroma do suspiro,  quando começa a ficar bronzeado, vai te chamar onde você estiver, se espalha  pela casa inteira, é muito sedutor, e imagine encontrar este aroma em um champagne… que por si só já é pura sedução.
Dio Santo, a natureza sabe ser caprichosa pela uva, pelo diferenciadíssimo solo de Champagne e pelo terroir que nos oferece, além é claro, da criação do homem que pensa, observa, elabora, trabalha, se especializa e engarrafa esta preciosidade, para nos fazer feliz…

Chega de papo e vamos ao vinho…

Não me acho ainda tão gabaritada a analisar champagnes, mas é meu foco atual, me especializar em espumantes e espero adquirir consistência e amplitude de percepção na área, garanto que não será esforço algum, ter que degustar estas preciosidades…Alegre

Gosset Grand Rosé Brut

Gosset Champagne -  a mais antiga Maison de Vins de la Champagne (1584)
Região: Champagne - France
Assemblage: Chardonnay e Pinot Noir, predominantemente Chardonnay, não informada as porcentagens.
95 pontos WS

Notas de degustação:
De cor rosado intenso, com presença e permanência em taça de coroa, e belíssima perlage,  com  o que chamo da dancinha borbulhante.
No nariz, intenso, pura preciosidade, abrindo em panificação doce, torradas com geleia, algo de fruta madura, uvas passas, mel e flores, e finalizando, com o incrível e sedutor aroma de suspiros, que eu só encontrei, em mais um único espumante, e foi na Casa Flora, onde na sala da imprensa, estava ao meu lado, um senhor que se apresenta como chef de cozinha, para quem falei minhas impressões e citei a fornada de suspiros que havia encontrado dias antes no Gosset Grand Rosé Brut, posteriormente ele usou este descritor em uma postagem dele....Acho que acabei de criar um novo descritor, até já está sendo usado por outras pessoas...inusitado isto!

A integração de aromas e sabores deste champagne, é algo impressionante, equilibrado intenso e persistente em aromas,  sem perder a leveza, bela acidez, mas não aquilo que muitas vezes encontramos por ai, e nos faz largar a taça rapidinho, acidez de qualidade, integrada, cheio em boca ,envolvente, remetendo a frutas vermelhas confitadas e torradas com geleias.
Importadora: Grand Cru

Não teria nada contra passar o resto dos meus dias bebendo este champagne, apreciando o dia entardecer…
Enoabraços,

O fascinante Passito de Pantelleria da Donnafugata

O título ficou até parecendo uma crônica…rs… Não é, embora isto esteja me dando uma ideia…
Falando do vinho, este é certamente um dos vinhos que mais me fascina, tenho uma queda enorme pelos vinhos doces exóticos, e tenho coletado impressões sobre este passito, que não diferem da minha.
A paixão é unânime.

Apresentado este ano no Master Class do último Grandi Marchi, um fiel representante das excentricidades vulcânicas da Ilha de Pantelleria.

Notas de Degustação:

Rótulo: Ben Ryé
Produtor: DONNAFUGATA SRL
País: Itália
Região: D.O.P Passito de Pantelleria
Safra:
Álcool: 14,5º
Assemblage: 100% Zibibbo, (Moscatel de Alexandria)

OBS: A partir de uvas passificadas naturalmente por 20 a 30 dias, 4 meses em cubas de inox e 18 em garrafas.

Temperatura ideal de serviço: 14º

Importador: World Wine


Notas de Degustação:

Vinho branco de belíssima cor dourada intensa, com notas alaranjadas, límpido, brilhante e transparente, que já anuncia uma bebida tentadora. No nariz damascos secos maduros, figos glaçados, frutas cristalizadas permeados por notas minerais, dando requinte ao conjunto. Na boca fascinante, intenso, belíssima acidez de alta intensidade, associada à também intensa doçura, gerando equilíbrio e frescor,  nada enjoativo.  Elegante, sedutor, um vinho impar e inesquecível.
Vinho de meditação, para os bons momentos da vida!

Enoabraços,

Camila H. Coletti

No meu decanter de sábado um espetacular Rioja 2001

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Fiquei impressionada com a performance dos taninos, polidos e presentes deste vinho, apesar dos seus 12 anos, e jurei que ele teria mais 10 anos de vida, acho que estou ficando boa nestas previsões, curiosa, fui ver a previsão do Robert Parker, e Jay Miller, em fevereiro de 2007, citou que o vinho estaria pronto, e no dele, daquele ano a 2022.

Costumo passar a maioria dos vinhos que abro por decanter e depois que defini esta prática, por sugestão do Jorge Lucki, só tenho obtido vantagens com isto. O vinho foi para o decanter, onde permaneceu por cerca de uma hora, testei-o no ato da abertura, e como sempre tem sido, a alteração foi expressiva, um vinho potencializa suas qualidades via de regra no decanter, é como uma pessoa que faz uma viagem longa, está cansada e um tanto enfastiada, toma um banho, descansa, se refaz e recupera o viço, com o vinho acontece o mesmo, ao ser aerado no decanter,  ele atinge o seu viço o seu auge, e este expressou todo o seu potencial. O nome faz jus ao vinho: Expresión, um fascinante cavalheiro da Rioja.
Gosto muito desta bodega, adoro o Izadi Crianza dele, tem um equilíbrio e uma elegância que me cativaram, desde que o degustei no ano passado, este, o Izadi Expresión é o TOP da vinícola.


Vamos a ele, vejam que vinho fascinante...

Notas de Degustação do vinho:

Rótulo: Izadi Expresión

Produtor: Bodegas Izadi
País: Espanha
Região: D.O.Ca. Rioja
Safra: 2001
Álcool: 14,5º
Assemblage: Não – 100% Tempranillo
OBS: De vinhedos com mais de 75 anos, da região de Villabuena, da conceituadíssima Rioja Alavesa, nasce o Izadi Expresión, sob a supervisão de 2 enólogos conceituados, dentre os melhores da Espanha, Mariano Garcia (AALTO) e Angel Ortega.
Fermentado em barricas de carvalho americano, e estagiado por 18 meses em barricas francesas novas.
Para os curiosos em pontuações, este tem 94 pontos de Robert Parker e 5 estrelas na revista Decanter.
Temperatura ideal de serviço: 16º a 18º
 
Importadora: Península Vinhos

Notas de Degustação:
Vinho tinto, de cor rubi intensa, viva com leve halo aquoso, lágrimas que ainda tingem as paredes da taça, denotando a presença de antocianos, brilhante e de intensidade média alta.
No nariz fascinante, franco, requintado e complexo, com presença de leves notas de alcaçuz, ainda alguma presença de ameixa madura, e notas florais,   nenhum aroma redutivo, que certamente estariam ai se não houvesse a aeração no decanter,  evoluindo em taça para surpreendentes nuances de apetitosa torta de maçãs, recém assada e permeada por notas de canela. Reforço o fascínio deste nariz, que me surpreendeu e sua complexidade.  Fiquei curiosa com os aromas florais, provocantes…
Em boca, ataque macio, envolvente, seguido pela expressão marcante de seus taninos, bem aparados porém corpulentos, de presença elegante e nada de amargor.
Um incrível equilíbrio entre álcool e acidez, equilibrando os 14,5º de álcool, e eu o degustei na temperatura ambiente, que estava em torno de 18,5º. Retro olfato lembrando a fruta e o alcaçuz.
Vinho com belíssimo corpo, alta persistência, potente, equilibrado, completo,  refinado e requintado, certamente um belo companheiro, para as carnes nobres, em diversos cortes e formas de preparo, fiz ousadias aqui, e o danado acompanhou-as muito bem, mostrando, belíssima flexibilidade nas harmonizações.  É inteiro e expressivo só e tão expressivo quanto, quando acompanhado, ao contrário de alguns vinhos, que precisam de comida, ou daqueles que com a comida, perdem sua performance, o Izadi Expresión não perde, ele soma qualidades. 
Delicioso... apaixonante...

Saiba como decantar e aerar um vinho, vários artigos AQUI

Enoabraços,

Camila H. Coletti

Um italiano perfumado, Masianco da Masi.


Um branco com uvas apassitadas, como um Amarone? Começa no mínimo a ser instigante… Tive a oportunidade de analisar alguns vinhos da Masi, que me foram apresentados pelo simpático enólogo Dottore Vincenzo Protti, os quatro vinhos que degustei tem todos eles pontos assinaláveis e algo em comum, são incrivelmente equilibrados e agradáveis tanto no nariz quanto em boca, a capacidade olfativa deste branco “Masianco” de Pinot Grigio e Verduzzo, por exemplo, é algo que não posso deixar de assinalar, para os amigos aqui do Vinho e Delícias.
Vamos conhecer um pouquinho mais o vinho?

Notas de degustação

Rótulo: Masianco Masi
Produtor: Masi
País: Itália
Região: Veneto
Safra: 2011
Álcool: 13º
Assemblage:
  • 75% Pinot Grigio
  • 25% Verduzzo
OBS: As uvas passam pelo processo de apassitamento, ou seja, são levemente desidratadas, em fase que antecede a condição de uvas passas, por isto do nome apassitamento, processo semelhante ao utilizado na elaboração do Amarone, com técnica desenvolvida especialmente pela vinícola Masi.
Temperatura ideal de serviço: 7° a 9° 

Notas de Degustação:
Vinho branco de cor amarela palha com reflexos verdeais, límpido brilhante e transparente, revela seu fascinante universo ao  levar a taça ao nariz, franco, apresenta uma combinação sedutora de aromas, de início complexos,  que se revelam a seguir, em uma combinação floral ampla,  flores brancas, rosas e notas de mel.
Na boca seco,  macio, leve, com acidez bem integrada, que assinala seu equilíbrio perfeito com os 13° de álcool.
Um vinho agradabilíssimo que deve ser boa cia para aperitivos, petiscos e a tradicional harmonização com carnes brancas e peixes, especialmente se tiver nos acompanhamentos,  notas de sabor, com um leve toque de açúcar. Delicado, elegante, me agradou bastante o estilo e performance deste vinho.

Importadora: Mistral

Enoabraços,

Da Provence, as rosas do rosé Les Belles Bastilles 2011



Com aromas instigantes, o vinho rosé Les Belles Bastille 2011, fascina e surpreende na taça os amantes das delícias da Provence.
Interessante como a Provence, terra prospera em plantas aromáticas de flores a ervas,  consegue de certa maneira, incorporar isto ao seu terroir e alguns produtores competentes, como o Château de L’Escarelle, conseguem captá-lo no vinho. Sou Master em Vinhos da Provence, aliás uma dos 12 únicos Masters em São Paulo, (prova dificílima, pedia média mínima 8, e que eliminou, mais de 70 especialistas e sommeliers, que fizeram a formação e a prestaram) e mesmo assim, apesar de me dedicar à degustação de rosés, sempre que posso,  não me canso de me surpreender, com o que sinto, ao abrir uma garrafa de um bom rosé da Provence.
Já está mais do que na hora do brasileiro, perder as resistências, com os vinhos rosés e aprender a apreciá-los, pois o rosé da Provence é insubstituível, no aprendizado de um vinho único, que de certa maneira, engarrafa muito da expressão da própria Provence, suas cores, seus fantásticos aromas, sua alegria e a vivacidade única, da caprichosa natureza da região. O Vinho e Delícias desde o início, presta uma homenagem à Provence com sua imagem de abertura das lavandas, um sinal de minha apreciação pelos vinhos da região.
Vamos as notas deste vinho que me surpreendeu e cativou.

Notas de Degustação de vinho:


Rótulo: Les Belles Bastilles 2011
Produtor: Château de L’Escarelle
País: França
Região: A.O.C.Coteaux Varois en Provence – Provence
Safra: 2011
Álcool: 13º
Assemblage: Um GSM, Grenache, Syrah e Mourvèdre
OBS: Vinhedos cultivados sem herbicidas ou produtos químicos, colheita noturna,  e método de sangria.

Temperatura ideal de serviço
: 8º a 12º 

Notas de Degustação:

Rosé claríssimo tonalidade na gama entre o melão e o pêssego, (ver observação sobre as cores dos rosés  da Provence abaixo).
No nariz, franco, com maças, notas de hortelã, discretas nuances de ervas, evoluindo para geleia de morangos e frutas cítricas, revelando a seguir, notas de pétalas de rosas. Um deleite, imagine que delícia cada vez que você leva a taça à boca, se deparar com os novos aromas emergentes que revelam-se ao passar dos minutos. 
Na boca incrível frescor, aportado por belíssima acidez com predomínio sobre o álcool. Nada de amargor.
Retro olfato de aromas instigantes que remetem à frutas tropicais.

Um rosé envolvente, e saboroso, bom companheiro nos papos com os amigos nas noites de verão, melhor ainda, iniciar com final da tarde,  apreciando o crepúsculo e seguir noite a dentro…
Importadora: Tahaa Vinhos

Obs
: Uma curiosidade, para aqueles que estudam o tema, as cores dos rosés da Provence:
As 6 principais cores atuais, aceitas na Provence

Groselha, pêssego, pomelo (grapefruit),melão, manga, tangerina, variando o grau da tonalidade nos vinhos.
“Nuancier”
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Conheçam e tenho certeza de que irão curtir. Em breve assim que o tempo permitir, escreverei mais sobre os envolventes vinhos da Provence.
Enoabraços,
Camila H. Coletti

O intenso Don Maximiano, um ícone do Chile



Intensidade, força, maciez  e sensualidade, sempre impressionam, especialmente quando vem acompanhadas de equilíbrio perfeito, tanto nos homens como nos vinhos…

Notas de Degustação de vinho:

 

Rótulo: Don Maximiano Founder’s Reserve 2007

Produtor: Errazuriz
País: Chile
Região: Vale do Aconcágua
Safra: 2007
Álcool: 14,5º
Assemblage:
  • 82% Cabernet Sauvignon,
  • 6% Cabernet Franc,
  • 6% Petit Verdot 
  • 6% Syrah
OBS: Vinificação das uvas em separado, fermentação em tanques de aço, com temperatura controlada entre 24º a 30º. Evolução de 20 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Vinícola comandada pelo famoso e competente Eduardo Chadwick, que escolheu espelhar sua vinícola, nos modelos dos melhores produtores de Bordeaux.

Temperatura ideal de serviço
: 16º a 18º 

Notas de Degustação:

Vinho tinto rubi com reflexos violáceos, boa intensidade, lagrimas rápidas que tingem a parede da taça.
No nariz franco, complexo com leves notas de ameixas e envolventes nuances de cedro, algo de alcaçuz. Na boca extremamente envolvente e equilibrado, com belíssimo ataque macio, aveludado, porém de uma intensidade avassaladora, belíssimo corpo, acidez à altura de equilibrar os 14,5º de álcool, taninos potentes, porém redondos, retro olfato confirmando a fruta, o cedro e inovando em suaves aromas florais.
Um vinho de porte,  que impressiona e seduz, um primor que realmente escreve e marca a história, do universo vínico chileno. Sensacional, adoraria tê-lo constantemente, à minha disposição.

Importadora: Vinci

Enoabraços,

A surpreendente pintura com os antocianos do vinho

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A jovem Artista Amelia Fais Harnas, pinta com os antocianos das diversas castas que fornecem matizes diferenciadas, assim um pinot noir proporciona uma tonalidade e uma mencía ou um cabernet sauvignon certamente oferecerão outras. A ideia foi super interessante, mas a criatividade c competência da artista empreenderam um trabalho muito mais do que criativo, um trabalho com qualidade excepcional, ela começou usando lençóis e cera de abelha, depois incorporou a máquina de costura para dar traços e detalhes, veja mais alguns trabalhos a seguir.
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Fonte: Site da Artista

Enoabraços,
Camila H. Coletti

Os Vinhos disponíveis nas Enomatics do Bardega


A lista dos rótulos disponíveis no Bardega, o mais novo wine bar  de São Paulo, são 96 vinhos tranquilos e 14 espumantes, vendidos por taça nas medidas de 30, 60 e 120 ml, à sua escolha.  Lista fornecida pelo site Artwine de Arthur Azevedo (Diretor da ABS-SP), consultor de vinhos do Bardega.

Matéria sobre o local AQUI
Carta de Vinhos do Bardega
Vinhos Tintos

1) Château La Guilbonnerie
2) Château Petrus-Gaia No 2
3) Château Fleur Cardinalle St Émilion Grand Cru
4) Virginie de Valandraud
5) Château Bellevue de Tayac
6) Château Prieuré-Lichine Grand Cru Classé
7) Bourgogne Pinot Noir Joseph Faiveley
8) Michel Picard Chambolle-Musigny 1er Cru
9) Château de Haut-Serre Malbec
10) Arrogant Frog Reserva
11) Hetch & Bannier Sant-Chinian
12) Jacques Montagné Mas del Rey
13) Alain Brumont Château Montus
14) Jean-Paul Jaboulet Côte-du-Rhône Parallele 45
15) Alain Graillot Crozes-Hermitage
16) La Gardine Châteauneuf-du-Pape
17) Hacienda del Carche TAVS Joven
18) Bodegas Aragonesas Fagus
19) Cérvoles Tinto
20) Mas Igneos FA 206
21) Protos Crianza
22) Emilio Moro Malleolus
23) La Rioja Alta Vina Alberdi
24) Heras Cordon Vindima Seleccionada
25) Marchesi Alfieri La Tota
26) Marchese Leopoldo Pinot Nero Monferrato Rosso
27) Prunotto Barolo DOCG
28) Cinelli Colombini Fattoria del Colle
29) Tenuta Capraia Chianti Classico
30) Poderi del Paradiso Silicum
30) Poderi del Paradiso Saxa Calida
31) Cinelli Colombini Brunello di Montalcino Prime Donne
32) Antonio Caggiano Tauri Aglianico dell´Irpina DOC
33) Falesco Montiano Lazio IGT Merlot
34) Cantine Lizzano Macchia Primitivo di Manduria DOP
35) Planeta Syrah
36) Calatrasi A Naca
37) Speri Valpolicella Ripasso Classico Superiore
38) Zonin Amarone della Valpolicella
39) Falesco Tellus Syrah Lazio IGT
40) Paulo Laureano Reserva Tinto
41) Quinta do Perdigão Touriga Nacional
42) Campolargo Rol de Coisas Antigas
43) Quinta de Saes Reserva Estágio Prolongado
44) Duorum Reserva
45) Quinta da Leda
46) Antonio Saramago Risco
47) Quinta do Casal Branco Touriga Nacional
48) Raka Quinary
49) Porcupine Ridge Syrah / Viognier
50) Spyce Route Flagship Shiraz
51) Ridge Zinfandel Lytton Springs
52) Paul Hobbs CrossBarn Pinot Noir Sonoma Coast
53) Chateau St Michelle Syrah Columbia Valley
54) Columbia Crest H3 Horse Heaven Hills Cabernet Sauvignon
55) Château Kefraya Tinto
56) Wakefield Estate Shiraz
57) Mitolo GAM Shiraz
58) Clarendon Hills Onkaparigna Grenache
59) Hiedler Dos
60) Sileni Estate Merlot The Triangle
61) Cragg Range Te Kahu Gimblet Gravels Bordeaux Red Blend
62) Greywacke Pinot Noir
63) Pisano Arretxea
64) Laura Catena Luca Syrah 2009
65) Las Vertientes Gran Reserva Bonarda
66) Catena Zapata El Enemigo Malbec
67) O. Fournier B Crux
68) Haras de Pirque Haras Character Syrah
69) Viña Domus Domus Aurea
70) MontGras Ninquén
71) Valdivieso Single Vineyard Carmenère

Vinhos Brancos

72) Selbach-Oster Zeltinger Sonnenhur Riesling Kabinet trocken
73) Eugen Müller Forster Mariengarten Riesling Kabinett Halb-Trocken
74) Wilhein Bründlmayer Gruner Veltliner Kamptaler Terrassen
75) Domaine Long-Depaquit Chablis
76) Michel Picard Puligny-Montrachet 1 er Cru "Les Chalumaux" AOC
77) Château de Tracy Pouilly-Fumé Mademoiselle de T
78) Cordero de Montezemollo Roero Arneis
79) Villa Matilde Falerno del Massico Bianco Falanghina
80) Steenberg Sémillon
81)Leyda Single Vineyard Falaris Hills Chardonnay
82) Dominio de Tares Godello FB
83) Gramona Xarel-lo Font Jui
84) Caymus Mer Soleil Chardonnay
85) Greywacke Sauvignon Blanc
86) Paulo Laureano Reserva Branco
87) Quinta das Bageiras Garrafeira

Vinhos Doces e Fortificados

88) El Maestro Sierra Jerez Fino
89) Bodegas Tradición Oloroso VORS + 30 años
90) M. Champoutier Banyuls Rouge
91) Château Doisy-Daëne Sauternes AC
92) Château d'Yquem Sauternes
93) Dogobó Tokaji Classico 5 Puttonyos
94) Quinta das Tecedeiras LBV
95) Eirados Porto Branco 20 anos
96) aguardando definição

Champagne e Espumantes

1) Norton Cosecha Especial Brut Nature
2) Gramona Allegro
3) Dominio de La Vega Cava Pinot Noir Brut Rosé
4) Juvé Y Camps Vintage 06
5) Juvé Y Camps Rosado
6) Dopff & Fils Crémant d'Alsace Brut
7) Cattier Brut Antique Premier Cru
8) Drappier Carte d'Or N.V.
9) Deutz Classique
10) Alfred Gratien Champagne AOC Brut Rosé NV
11) Domaine Huet Cuvée Huët Pétillant Brut
12) Ferrari Maximum Brut
13) Crede Prosecco di Valdobbiadene Brut DOCG
14) Perle di Piera Blue Perle Prosecco DOC

Enoabraços,

Camila H. Coletti


Bardega, o novíssimo Wine Bar de Sampa


Na sexta passada consegui enfim, fazer uma pausa no Bardega com amigas e assim pude conhecer o wine bar que tem estado nos posts da maioria dos blogueiros de São Paulo. Não  ficarei descrevendo-o pois isto já está mais do que feito, falarei apenas de minhas impressões.
O ambiente é acolhedor com vários ambientes e estilos de mesas, a oferta de vinhos é muito interessante com suas Enomatics italianas,  que permitem a escolha entre 30, 60 ou 120 ml de vinho, dentre os 96 rótulos abertos e disponíveis nas Enomatics,  além de opção de vários espumantes, que você pode degustar à taça, no delicioso recanto ao fundo onde fica o Champagne Bar.



No momento em que estive lá o bar oferecia 3 champagnes abertos Deutz e Drappier,  2 cavas
Juvé y Camps, cinta Púrpura brut  e rosada, um Ferrari, alguns proseccos e vários outros rótulos disponíveis a serem abertos na hora, fui inclusive agraciada com uma amostra de um champagne pelo compenetrado e atencioso sommelier da casa, Aldo Assada.
Me surpreendeu bastante o movimento, o local lotou muito rapidamente, e com muitos frequentadores de faixa etária abaixo de 30 anos o que não é muito usual em bares de vinhos, o que significa certamente que a casa já entrou na moda.
Adorei o cardápio no iPad o que facilita muito a consulta e escolha no conforto de sua mesa, depois você pode ir em busca do seu vinho já sabendo o que pretende.
Um bar onde você não vê o tempo passar porque ele se abre em muitas possibilidades de lazer, descobertas, e brincadeiras, em boa parte de minha estada eu fui sendo desafiada a descobrir as uvas nos vinhos que me eram apresentados pela minha turma, uma brincadeira muito interessante e que modéstia à parte não me sai nada mal… Smiley piscando

Sobre o cardápio, não é vasto, mas é interessante, com o capricho na apresentação e preocupação de que o preço não acabe alto, o que é muito interessante, te dá a opção de experimentar mais pratos,  mas eu faço uma ressalva, as porções muito pequenas (obviamente com a proposta de baratear o prato) acabam  o fazendo com que você modere o vinho, minha sugestão é que saíssem um pouco do estilo nos pratos e apresentassem algo mais básico também em porção mais farta e com preço acolhedor, porque não dá para beber e curtir as muitas opções sem comer quase nada, acho que uma boa cesta de pães variados, com 3 opções de patês,  por exemplo seria bem-vindo,  algo clássico assim, mas que pode fazer boa cia para quem curte degustar vinhos e que não irá custar nenhuma fortuna, algo para complementar as degustações dos deliciosos pratos oferecidos pelo Chef.

Fica a minha sugestão para tornar a casa ainda mais acolhedora e confortável para quem por ter apreciado as delícias do local, quer vir a ser habitué do Bardega, local que certamente, modas à parte,  virá com o tempo a ser um belíssimo ponto de encontro de apreciadores do vinho. Nada mais agradável do que chegar em um local e encontrar pessoas conhecidas e com quem dividimos interesses, não acham? Eu na minha primeira visita já encontrei vários colegas por lá.

Deixo abaixo algumas informações complementares sobre o local e a seguir no próximo post,  a deliciosa Carta de Vinhos disponível por taça (ver AQUI)

Enoabraços,
Endereço: Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 218
Telefone: (11) 2691-7578
Horário de Funcionamento: terça a domingo, das 18h30 até o último cliente



Mapas curiosos com vinhos.

Alguns mapas desenvolvidos por artistas sobre suas regiões preferidas, vejam que  interessante, singelos e expressivos.

Mapa da Polonesa Agatha Kowalska: I Love Portugal
mapas-agatha-vinhoedelicias

Mapa da artista Monica Roe: Paso Robles

mapa-pasorobles-vinhoedelicias

E para encerrar, os cafés em Paris
Mapa da artista portuguesa Joana Faria: Les Cafés de Paris

mapa-joanafaria-vinhoedelicias

Fonte

Enoabraços,

Camila H. Coletti

Em 3D, veja todo o processo de vinificação da Bourgogne –Vinhos Brancos

PRESSURAGE-VINHOEDELICIAS
Olhem que interessante esta animação, elaborada na França  mostrando todo o processo de elaboração dos vinhos brancos, na Bourgogne.

São apresentadas nove fases, da pressurage à collage.

Veja a animação AQUI

Amei e divido com os amigos!
Divirtam-se…
Enoabraços e uma belíssima quarta à todos!

Camila H. Coletti

Mapas do Vinho da Alemanha

Sigo na proposta de evitar furos dos profissionais...(Vejam o artigo AQUI) os famosos e desconhecidos mapas do vinhos. Como gosto de fazer descobertas, acabei tendo nestes anos de estudo de vinhos da minha formação, uma coleção considerável de mapas das regiões vitivinícolas do mundo, assim vou disponibilizar no Vinho e Delícias, alguns deles. Estudar mapas é para a vida inteira de um profissional.

Hoje seguem mapas da: Alemanha, cliquem para ver em tamanho original, bem mais legível. Dica, com o novo blogger, para poder ver em tamanho maior, é necessário clicar com o botão direito e solicitar a abertura do mapa em outra página, depois coloque o ponteiro no mouse em cima do mapa e se houver um sinal de + você pode clicar em cima, que irá ampliar mais ainda, ok?



Veja mapas de outras regiões AQUI

Enoabraços e uma belíssima semana a todos

Riesling Renana, conheça um pouco sobre a uva que proporciona vinhos fantásticos!

Originária da Alemanha, e levada para a Alsace (França) a Riesling Renana, é uma cepa de uva branca de variedade Vitis vinífera que tem sua origem ligadas  às margens do Rio Reno, de onde origina o seu nome. É uma cepa muito sensível às condições do terroir, tendo sua adaptação ideal nas regiões próximas dos Rios Reno e Mosel, na Alemanha, sendo uma cepa de maturação tardia, que necessita de clima frio e de boa insolação por ocasião do período do amadurecimento.  

A Riesling Renana, produz vinho com baixo teor alcoólico,  alta e vívida  acidez de qualidade excepcional, proporcionando uma incrível longevidade aos seus vinhos. Apresenta em condições ideais, aromas complexos com traços minerais, cítricos e florais, acrescentando a eles em algumas ocasiões, notas de frutas frescas, como damascos e maracujá, além, em outras frutas confitadas, podendo revelar especiarias e os famosos aromas derivados do petróleo, além do mel silvestre nos vinhos doces como os berenausleses, os trockenberenausleses da Alemanha e nos Selection de Grains Nobles da Alsace da França. (veja o post AQUI)
Uma uva extremamente versátil, se presta à elaboração de vinhos desde os secos até os de colheita tardia ou os vinhos que passaram pelo processo natural da contaminação pelo Botrytis Cinérea (entenda como isto acontece AQUI), responsável pela conhecida contaminação por fungos chamada de “podridão nobre”.  Ou seja, é uma uva fantástica e de revelações surpreendentes, recentemente tive a oportunidade de conhecê-la na expressão austríaca, e fiquei fascinada. (veja o AQUI)

Não se deixem confundir, a Riesling Renana, da qual eu falei acima, nada tem a ver com a Riesling Itálica plantada aqui no Brasil e que vem sendo muito utilizada na elaboração dos espumantes nacionais.
Enoabraços,

Tokaji, um brinde aos sentidos!


Numa deliciosa noite paulistana, tivemos a oportunidade de degustar tecnicamente, na ABS-SP,  4 vinhos da região de Tokaj, intitulados Tokaji, ou conhecidos também por Tokay na grafia inglesa.
Sob a orientação de Ben Howkins, diretor e co-fundador em parceria com High Johnson da  The Royal Tokaji  Wine Company, situada na região de Tokaj na Hungria, degustamos:
  • Royal Tokaji Furmint 2009
  • Royal Tokaji Áts Cuvée Late Harvest
  • Royal Tokaji Blue Label Aszú 5 Puttonyos
  • Royal Tokaji Gold Label Tokaji Aszú 6 Puttonyos
Veja as notas de degustação aqui: Vinhos da Hungria

Mas afinal para quem não é do mundo do vinho, Ou ainda não teve a oportunidade de degustá-lo, já deve estar pensando, o que tem de especial este vinho tokaji Aszú com este nome estranho, conhecido aqui também como tokay Aszú? E o que significa isto de puttonyos sempre associados no nome, 3, 4, 5 ou 6 puttonyos?
A resposta é simples, (por enquanto...rs..) Os vinhos Tokaji Aszú são vinhos doces, assim como o late harvest, porém com uvas que pelo menos em parte, sofreram o ataque do fungo botrytis cinérea, o que acaba por determinar características próprias,  dentre elas o fantástico equilíbrio entre a doçura e a acidez, e aromas específicos, que acontecem por um duelo entre a botrytis cinérea e a videira atacada, numa região onde a natureza por um capricho propiciou um terroir absolutamente único. E neste ponto a coisa deixa de ficar simples e passa a ser bastante complexa. Observem... Tokaj está situado nas montanhas Zemplén, na confluência dos rios Tisza e Bodrog, goza de longos verões ensolarados e outonos secos o que propicia as  névoas matinais, devido ao  encontro dos dois rios,  incentivando o desenvolvimento do botrytis cinérea, que nestas condições ideais, passa de uma praga que destruiria a produção de uvas com  a podridão cinzenta para um fungo benéfico, (mas como assim?) é isso mesmo, o fungo trava um duelo com a videira e nas condições climáticas e geográficas ideais, desenvolve a podridão nobre ao invés da podridão cinzenta e  acaba por nos proporcionar uma das melhores delicias do mundo do vinho, os vinhos botrytizados produzidos por uvas atacadas pela botrytis cinerea na podridão nobre. (Veja imagem abaixo)

As principais uvas de Tokaj

  • Furmint - aproximadamente 70% das plantações na região. Uma variedade com níveis muito elevados de ácido tartárico que é particularmente susceptível a Botrytis.

  • Harslevelu -. Cerca de 25% das plantações. Menos suscetível a Botrytis, mas rica em açúcares e aromas.

  • Muscat de Lunel -. Cerca de 5% das plantações. Uva de difícil de crescimento, mas importante tempero.
Na região específica da The Royal Tokaji  Wine Company, Os solos são em grande parte de barro, com um substrato vulcânico. As trepadeiras tem em torno de 20 anos de idade. Os rendimentos são mantidos em 10 hectolitros por hectare e uma videira rende aproximadamente um copo de vinho.

Entendendo o processo de vinificação do tokaji.

Estes grãos da uva contaminados em Tokaj, passam a se chamar aszú (  bago de uva contaminado pelo botrytis cinérea), as uvas não aszú são vinificadas em primeiro lugar para fazer um vinho base posteriormente os bagos aszú, ou seja os botrytizados, são colocados em um puttony e adicionados ao vinho base, puttony ou no plurak puttonyos, são cestos, ou melhor recipientes tipo uma tina funda de madeira (veja foto abaixo) com a capacidade de cerca de 20 litros que preenchidos com os bagos de uvas contaminados pelo botrytis, são levados à fermentação.



O número de puttonyos adicionados por barril dá o nível de puttonyos final do vinho, impresso no rótulo. A fermentação, que por sinal já é a segunda, ocorre em barris de 140 litros usados chamados de Göncis, que são feitos de carvalho húngaro, em caves e  os vinhos em Tokaj são classificados segundo o volume de aszú que é  colocado no vinho base, sendo isto salientado no rótulo no número de puttonyos.O número se puttonyos vai interferir diretamente na quantidade de açúcar do vinho e nas características organolépticas do mesmo.
Certo? Sim agora ficou mais claro, não é?
Veja tabelinha abaixo e perceba como a quantidade de puttonyos influiu no vinho.
• 3 Puttonyos : 60 - 90  gramas de açúcar por litro
• 4 Puttonyos : 90 - 120 gramas de açúcar por litro
• 5 Puttonyos : 120 - 150 gramas de açúcar por litro
• 6 Puttonyos : 150 - 180 gramas de açúcar por litro
Existindo mais duas classificações acima com uma quantia superior de aszú, mais de 6 puttonyos:
• Aszu Essencia : 180 - 450 gramas de açúcar por litro
• Essencia : 450 - 850  gramas de açúcar por litro
Mas como assim?  Como uma contaminação por fungo pode vir a ser benéfica para a videira e para a produção do vinho, e ainda gerar um vinho especial apreciado no mundo todo? 
E sabem do mais interessante? Isto tudo tem a ver com resveratrol no vinho branco... Resveratrol no vinho branco, como assim se resveratrol tem a ver com o vinho tinto?

Ah- hã...peguei você...rs... 

Vamos entender isto melhor?...
Se for curioso/a como eu , vai querer sim, então 
Leia AQUI: 


Fiz um pequeno resumo que irá ajudá-lo a entender isto, a principal fonte, foi a matéria de um dos meus professores o Doutor José Luiz Alvim Borges, atual presidente de ABS-SP  
(veja as referências de fonte no final da matéria.)


Agora que todos vocês já conhecem um pouco mais sobre os deliciosos tokajis, sugiro  colocar um na geladeira e degustá-lo em silencio absoluto, experimentando este capricho da natureza e agrado dos deuses conosco e assim brindar à vida! 



Enoabraços com desejos de que todos os leitores do blog tenham sempre por perto um tokaji para ser degustado quando bem entender, afinal para se abrir um tokaji, não é preciso nada, sem comida, nem harmonizações e nem cia, apenas a vontade de experimentar este momento de paz e de brinde aos sentidos.

Vinhos Botrytizados - A contaminação que deu mais do que certo.



Existem pelo mundo alguns vinhos curiosos, que se originam de uma contaminação pelo fungo botrytis cinérea, que quando se desenvolve em condições  geográficas e climáticas especiais, origina uma contaminação favorável, a podridão nobre ao invés da podridão cinza e assim,  somos brindados com vinhos doces especialmente deliciosos e caríssimos,  em algumas regiões do mundo, infelizmente todas muito longe de nós:

Em especial: 

  • Tokajis (ou Tokay) da Hungria
  • Sauternes da França
  • Beerenausleses e Trockenbeerenausleses- da Alemanha ( Vale do Reno)
  • Sélection de Grains Nobles da França ( Alsácia e Vale do Loire)
Podem acreditar que uma contaminação possa gerar ao invés de um desastre nas plantações de videiras, um especialíssimo néctar ofertado aos homens como um chamado para  um  brinde junto aos Deuses?

Vamos entender isto melhor... o fungo botrytis cinérea, conforme a tradução do nome, botrytis (cacho de uvas em grego) cinérea (cinzas do latim), produz uma enzima a pectinase que destrói a pectina da película da uva e permite a invasão no bago, a casca com inúmeros furinhos acelera a desidratação da uva, mas, a videira reage, basta uma única uva ser contaminada para que os demais cachos da videira passem a produzir substâncias com propriedades antibióticas, em especial o nosso conhecido resveratrol, isto mesmo, aquele presente no vinho tinto ao qual são atribuídos muitos benefícios para a saúde, mas o fungo não se dá por vencido, reage e produz uma enzima que neutraliza a ação do resveratrol na defesa da uva permitindo a entrada e a contaminação de outros bagos, e então é que vem  a magia perfeita do terroir da região, pois cria-se um equilíbrio entre 3 fatores:

  • 1.       O crescimento do fungo estimulado pela umidade matinal.
  • 2.       Sua inibição pelas tardes quentes e secas.
  • 3.       A reação da videira pelo resveratrol.
Nesta condições especiais que ocorrem em pouquíssimos locais do mundo ao invés do fungo botrytis cinérea causar um mega prejuízo, com a podridão cinzenta, o mesmo causa a podridão nobre e devido as alterações ocorridas durante a luta com  a videira, com a alteração da composição do suco da uva, pois o fungu gera algumas substâncias consumindo outras e nós podemos assim ter um vinho absolutamente especial.
Assim os bagos são desidratados, ficando com uma quantidade superior de açúcar, alterações nos aromas iniciais que seriam gerados tipicamente pelas espécies de uvas, e desenvolvimento de novos aromas e a preservação  da acidez, reduzindo a queda do PH causada pela desidratação.
Além de uma experiência olfativa e gustativa inigualável, este fungo acaba por nos oferecer a presença do resveratrol, até então componente apenas do vinho tinto.

Compreenderam o processo? 

Assim acontece o desenvolvimento dos vinhos doces mais apreciáveis e desejáveis do mundo, eu confesso minha enorme predileção por este estilo de vinho, os Tokaji (ou Tokay) da Hungria, os Sauternes da França, os Beerenauslese e Trockenbeerenauslese- da Alemanha, do Vale do Reno e os 
Sélection de Grains Nobles da França da Alsácia e do Vale do Loire.

Fontes de consulta: 
“Botrytis Cinerea, um fungo de múltiplas facetas” – José Luiz Alvim Borges (Presidente da ABS-SP) – Revista Wine Style.
“Aulas: Vinhos Doces" - Arthur de Azevedo (Vice-precidente ABS-SP)  – Módulo 1 – Curso profissional de vinhos – ABS-SP 


Leia algumas Notas de Degustação de Tokajis AQUI


E matéria sobre Tokaji AQUI Tokaji, um brinde aos sentidos!


Enoabraços,