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Testes de harmonização de vinho para o dia a dia

vinho-lovara-pao-de-queijo-vinho-e-delicias
bv-400-revista-eno-estilo-gastronomiaE porque não?

Teste de harmonização de vinho Chardonnay com o tradicional pão de queijo mineiro.

Estes dias resolvi rever uma receitas e fiz em casa pães de queijo, como estava quente, abri um vinho branco, que estava previamente gelado, sempre tenho dois ou 3 vinhos entre brancos, espumantes ou rosés na geladeira, para o consumo do dia a dia. 
Abri o Chardonnay da Lovara, vinho leve, frutado, com aromas cítricos e notas de maças verdes, um vinho fresco, alegre e de bem com a vida,  sem complicações, um companheiro bacana para as aventuras culinárias do dia a dia, afinal vinho não é para acompanhar somente pratos requintados de chefs nos restaurantes. Vamos inserí-lo em nosso dia a dia como deve, com o que comemos nele.
O pão de queijo ficou um pouco forte devido a eu ter usado queijo parmesão ao invés do que seria o correto, um queijo mineiro curado e ralado, que eu não tinha, mas sabem que embora tenha havido este porém, o vinho o encarou muito bem?

Aliás, o sal um pouco acima do correto não foi problema para este vinho. 
Portou-se com louvor e entra para a minha lista dos vinhos curingas em harmonizações.

Vinho branco: Lovara Chardonnay 2011
Serra Gaúcha - Rio Grande do Sul
Vinho do Brasil | Vinícola Lovara 

Sempre que possível farei outros testes com receitas do dia a dia e vinhos e dividirei meus experimentos, com os colegas do Vinho e Delícias.

Enoabraços,

Camila H. Coletti

Que tal um vinho Beaujolais 2014 do Brasil?

Vinho Dal Pizzol - www.vinhoedelicias.com.br

 

Já podemos degustar vinhos do Brasil da safra 2014

Para evitar mal entendidos, com a referência a Beaujolais, assinalo que Beaujolais, assim como Chablis ou  Champagne é nome de região e as três citadas são regiões da França e não do Brasil, porém, até onde sei, podemos ter um vinho com o “estilo” da região de Beaujolais.
Esta é a proposta da Dal Pizzol, ao colocar no mercado o seu primeiro vinho da safra de 2014, que foi inspirado no estilo do vinho de Beaujolais, e portanto é elaborado com uva Gamay.
As uvas utilizadas são provenientes de vinhedos de produtores da Serra Gaúcha e da Campanha, sob a orientação da equipe da Dal Pizzol capitaneada pelo experiente enólogo Dirceu Scottá.

Dicas sobre o vinho

O vinho Dal Pizzol, Gamay beaujolais 2014 já está disponível no mercado, com 12,5º de graduação alcóolica, um vinho alegre e leve como o estilo de Beaujolais. 
O vinho é indicado para bebericar naquele momento descontraído com amigos,  perfeito para acompanhar comidinhas e petiscos. Vai agradar aos iniciantes que preferem um vinho mais leve e também aos iniciados que sabem que em algumas harmonizações será necessária a expressão mais frutada e menos tânica de um vinho elaborado com a uva Gamay.
Eu recomendo especialmente para pratos com carboidratos, como massas que eu acompanharia com molhos brancos ou rosés, no mais petiscos em geral, como fritas (carboidratos) e todos os que não sejam muito ácidos.
Acho que dá para brincar bem e fazer descobertas em harmonizações, é um vinho que se presta para isto, não amargará facilmente, eu pensaria nele até em composições com alguns queijos, tema complexo para harmonização de vinhos tintos.
Maiores informações: www.dalpizzol.com.br

Fica a dica e lembrem-se que nesta semana estamos repletos de eventos aqui em São Paulo, veja os eventos da semana:

Enoabraços,
Camila H. Coletti

A eterna busca da arte de harmonizar vinho x comida – Dica

wine and food pairing chart

Da eterna busca do terceiro sabor, aquele resultante da harmonia,  dos componentes do vinho, com os componentes da comida.
Mais uma tabela para análise dos colegas. Sempre conseguimos tirar algo de útil, afinal harmonizar vinho e pratos, não é algo linear,  pede além de conhecimento da estrutura dos dois, sensibilidade e muito mais ainda,  testes, muitos testes… regrinhas nem sempre funcionam, mas valem como sugestões a serem testadas.


Enoabraços e uma linda semana a todos!

Tabelinha de harmonização de Vinhos da Alsácia com queijos

Localizei esta deliciosa tabela, olhem que interessante as sugestões elaboradas pelo Conseil Interprofissionnel des Vins d’Alsace. São as faladas harmonizações regionais que sempre tem o seu valor em nossas pesquisas, sempre um bom referencial para iniciar os testes.
 
Vários destes queijos podem ser encontrados aqui no Brasil:

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Queijos fáceis de serem encontrados aqui:

 

Queijos frescos: poderíamos pensar em nossos queijos mineiros frescal: Silvaner e Pinot Blanc

Brie: Pinot Noir e  Cremant d’Alsace (Para quem não sabe, cremant é um espumante).

Camembert: Pinot Noir e  Cremant d’Alsace

Queijos de cabra: Riesling e  Cremant d’Alsace

Emental: Pinot Gris e Pinot Noir

Roqueford: Gewurstraminer e Pinot Noir

Gouda: Pinot Blanc e Pinot Gris

Para Fondue e Raclette: Silvaner e Pinot Blanc


OBS:
Temperatura de serviço:

para todos os vinhos 8ºC e para o Cremant 5ºC.

 

Fica a dica, agora é só testar Alegre

Enoabraços,

Camila H. Coletti - Vinho e Delícias

Leia também: artigos sobre vinhos

Ousando em harmonizações vinho tinto x ingredientes exóticos

Bottarga com vinho tinto? Ousada o suficiente? E porque não?
Gosto de pratos rápidos, práticos, abro mão de passar horas na cozinha, com prazer,  mas não abro mão do sabor, assim vou ajustando misturas de sabores e é claro vendo as possibilidades de harmonizações. e já adianto que detesto qualquer amargor e sou muito sensível a ele.
Desta vez a coisa foi pra lá de ousada, pois via de regra, bottarga seria ingrediente para harmonizar com brancos, espumantes e no máximo rosés.
Como acredito que a regra é para quem não conhece o universo dos vinho, com suas surpresas e maravilhas, resolvi arriscar, é claro, que nestas situações, são necessários testes, pensei nos vinhos que tinha aqui e escolhi o Sierra Cantábria Selección, que é um tempranillo fantástico, versátil,  que adoro, e é grande companheiro nas minhas incursões culinárias  do dia a dia, com seus taninos  integrados e elegantes, permeados por acidez que equilibra os seus 13,5º de álcool,  e aquele ataque macio em boca, que acompanha muito bem aquele momento em que você senta para relaxar.

Para quem não conhece, a bottarga é um preparado em forma de barrinhas envoltas em parafina, é um prensado de ovas do peixe Muggine (um tipo de tainha) secas e defumadas, da Região da Sardenha, também conhecida como caviar da Sardenha.
Bom, como cheguei em casa, depois de um dia corrido,  não iria passar horas na cozinha, então seguindo a sugestão do Jacques do Empório Granelli, que conheci no evento do Vino & Sapore,  usei a bottarga que eu comprei no mesmo evento, ralado sobre o macarrão.

Preparei um macarrão integral, e ralei bottarga, puxando-a no azeite, com apenas cebolinhas frescas fatiadas.

Apenas isto e a temperatura ambiente facilitou,  não pedindo que eu reduzisse a temperatura do vinho, o abri e testei, o resultado foi delicioso, não houve nenhuma incompatibilidade, nem pelo fato do salgadinho da bottarga e menos ainda, com o defumado dela, pois ambos poderiam gerar animosidades.
Menos ainda houve incompatibilidades, dos taninos do vinho, com os sais do peixe, que poderiam gerar,  aquele toque metálico, de quem acabou de morder o garfo…rs…

O mais interessante foi, que além de não haver incompatibilidades, houve a deliciosa sensação de descoberta de um sabor inusitado, que foi agradável ao paladar, o sabor do peixe defumado com o do tempranillo tinto.
Aprovadíssimo, agora posso sugerir esta harmonização aos amigos, com segurança, especialmente para aqueles que não abrem mão de um tinto, não posso falar sobre os demais tintos, mas com o Sierra Cantábria Selección, deu super certo.
Eu falarei mais sobre este vinho, ele tem me acompanhado em ousadias culinárias, um vinho bastante versátil além de pleno de sabor e aromas. Maravilhoso e com custo x qualidade imbatível.
  • Prato: Macarrão integral com azeite, bottarga e cebolinhas
  • Vinho: Sierra Cantábria Selección 2011
    100% Tempranillo – Rioja – Espanha
    Preço: R$ 56,00 – Península Vinhos
Foi ousado não foi, imaginar que peixe, e em preparado de intenso sabor, poderia harmonizar-se com um Rioja tinto?
Isto prova que muitas vezes a ousadia É NECESSÁRIA!…
Como o oxigênio, certo?…Smiley piscando


Empório Granelli: Rua José Félix de Oliveira, 991 lj 7 – G. Viana – SP
Península Vinhos
Vino e Sapore

Enoabraços,

1º Concurso de Enogastronomia com vinho do Tejo

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Que tal fazer uma harmonização profissional e inscrever em um concurso? Tentador não acham? Pois é, vai acontecer nos próximos dias aqui em São Paulo, um concurso que irá premiar em duas modalidades, enófilos que podem inscrever uma receita com sua harmonização usando vinhos do Tejo e na outra modalidade participarão profissionais em restaurantes na parceria Chef + Sommelier da casa, um prato da casa harmonizado com um vinho do Tejo.
Os restaurantes podem se inscrever até 12 de maio e estarão no concurso com os pratos disponíveis, de 12 a 22 de maio e os enófilos até o dia 15 de maio.
O concurso é organizado pela Wine Senses do Brasil e Comissão Vitivinícola do Tejo (Portugal) e contará com 5 jurados especialistas na área.

Para a categoria Enófilos:
Os enófilos participantes vencedores, receberão os prêmios:
Diploma “A Melhor harmonização, em gastronomia Portuguesa”.
Diploma “Melhor harmonização, em gastronomia Asiática”.
Diploma “Melhor harmonização, em gastronomia Espanhola”.
Diploma “Melhor harmonização em gastronomia Contemporânea”
Diploma “Melhor harmonização em gastronomia de Boteco”
Diploma “Melhor harmonização em gastronomia Mexicana”
Diploma “Melhor harmonização em gastronomia Brasileira”
Diploma “Melhor harmonização em gastronomia Árabe”
Diploma “Melhor harmonização em gastronomia Italiana”

Os vencedores em cada Categoria terão ainda:
Curso completo na Wine Senses.
+R$ 500,00 atribuídos em Vinhos do Tejo

E a maior pontuação receberá um grande prêmio, uma viagem educativa a Portugal.
Haverá a entrega dos prêmios em noite de gala, com data a ser definida.

Gostaram não é? Então, vamos participar?

Ver o regulamento para restaurantes (PROFISSIONAIS) AQUI
Ver o regulamento para enófilos AQUI
Todas as informações com Wine Senses

Enoabraços,
Camila H. Coletti

Harmonização vinho x comida – Dicas Iniciais

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Estou fazendo testes de harmonizações para alguns clientes e tenho pesquisado bastante o assunto, então selecionei algumas tabelas práticas que podem ajudar os iniciantes da arte de harmonizar vinho e comida.

Vejam bem, as regras são apenas parâmetros iniciais, na prática as coisas podem surpreender, portanto não fiquem presos às regrinhas, partam delas,  e depois façam testes práticos, nada melhor do que isto.

Assim se você quer entrar nesta área, comece usando as tabelas para organizar os testes iniciais depois conforme for pegando o registro em seu paladar dos resultados, basta criar e é claro, testar na prática.

Segue uma tabela inicial:

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Enoabraços,

Camila H. Coletti

Teste de harmonização com vinho da uva Viura

Fiquei deslumbrada, um vinho que faz com que você não esqueça onde está sua taça…te instiga a retorná-la à boca….e isto num vinho de R$51,00, chama atenção de qualquer um, não chama? Vamos à experiência…
Ontem abri uma garrafa de um vinho branco 100% da uva espanhola viura (leia o post sobre ela AQUI, e fui surpreendida com um vinho amplo de aromas, agradabilíssimo na boca, equilibrado, mas o meu objetivo não era analisar o vinho e sim sua capacidade de harmonizar-se com alguns alimentos , imaginem que testei até com feijoada e o danadinho se comportou com absoluta elegância, nada de amargor, nada da pungência que acontece muitas vezes no terceiro sabor, (aquele após a mistura com o alimento) tornando-o desconfortável na boca, e olhem que meus testes foram cruéis,  feijoada, ovos, azeitonas e massas preparadas com muito azeite e o resultado foi de  100% de aprovação, o vinho mantem a classe, a maciez, o frescor e a elegância

Não sei porque,  aqui no Brasil, ainda estamos tão presos aos chardonnays e sauvignon blancs da vida….É hora de alargarmos horizontes, especialmente na enogastronomia que precisa muito de vinhos de diversas gamas e sabores para que possamos obter a experiência do terceiro sabor. APROVADÍSSIMO!
Vinho testado:

Finca Nueva Blanco 2009
Álcool: 13°
100% Viura
Região: D.O. Rioja Alta
Preço: R$ 51,00
Importadora: Península Vinhos
Minhas Notas de degustação:
De cor amarelo dourado claro com reflexos verdeais, límpido e transparente, vinho com belo leque de aromas, muitas frutas, carambolas, melão orange, notas cítricas, menta, algo mineral e nuances de angélica, na boca belíssima acidez, equilibrando os 13° de álcool, fresco, festivo saboroso, confirmando frutas na boca, intenso,  equilibrado e sedutor. Um vinho  apaixonante…

Enoabraços,

Fica a Dica: Enogastronomia


Abro a partir de hoje uma nova ala aqui no Vinho e Delícias, será a:
Fica a dica: Enogastronomia. 
  1. Dicas de culinária com vinho na receita, porque a receita pediu um vinho ou você  resolveu ousar e criar algo interessante num casamento de sabores, ou ainda porque sua geladeira está lotada de vinhos abertos que passaram daqueles 3 dias que se pode ainda apreciar um vinho, ou porque simplesmente você não o curtiu, então porque não utilizá-lo em alguma receita?
    Estou buscando exatamente isto e irei colocando aqui as minhas receitas escolhidas. 
  2. Dicas de Harmonizações Enogastronômicas, onde em associação com chefs e culinaristas, que disponibilizarão receitas, eu irei fazendo as sugestões de harmonização vinho x comida.
Iniciarei com uma Receita de Risoto ao Vinho do Porto com azeitonas pretas da Gau e Mel, aguardem... Vejam a RECEITA AQUI
Espero que curtam este novo espaço.
Enoabraços,

 Camila H. Coletti - (www.vinhoedelicias.com.br)

Queijo e Vinho: Casamento perfeito ou divórcio certo?


Ao contrário dos que é usual acreditar, harmonizar queijo e vinho não é exatamente uma das coisas mais fáceis neste universo dos vinhos, porque o resultado colhido com esta soma de sabores, pode ser o paraíso ou o inferno, lembro-me de uma ocasião onde teimosamente insisti em devorar um naco de provolone com um vinho que já havia aberto na noite anterior, e que para desgraça das minhas papilas gustativas, era da casta cabernet sauvignon... Dio Santo, experiência nefasta, foi alí que comecei a levar a sério esta história de harmonização,  pois os taninos do vinho se antagonizaram com  o salgado do provolone e o resultado em minha boca foi de absoluto desprazer.  
Péssima, mas produtiva experiência, desde então, eu aprendi o valor do conhecimento da harmonização de vinhos. Harmonização é uma arte e com ela você pode tirar o melhor da somatória do vinho com a comida, ao invés de destruir um ou outro neste casamento.
Vejam algumas sugestões no disco de harmonização acima (clicar e solicitar a abertura em outra janela para tê-lo em tamanho grande)  e curtam a descoberta de novos sabores  aprendendo esta elaborada, sofisticada e necessária arte da combinação de consistências, estruturas, sabores e aromas do vinho e da comida, e certamente seus convidados para o próximo queijo e vinho, não sairão de sua reunião achando que os vinhos servidos eram de péssima qualidade, ásperos e duros e nem que os queijos estavam passados ou salgados demais...rs...
Enoabraços,