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O fascinante Passito de Pantelleria da Donnafugata

O título ficou até parecendo uma crônica…rs… Não é, embora isto esteja me dando uma ideia…
Falando do vinho, este é certamente um dos vinhos que mais me fascina, tenho uma queda enorme pelos vinhos doces exóticos, e tenho coletado impressões sobre este passito, que não diferem da minha.
A paixão é unânime.

Apresentado este ano no Master Class do último Grandi Marchi, um fiel representante das excentricidades vulcânicas da Ilha de Pantelleria.

Notas de Degustação:

Rótulo: Ben Ryé
Produtor: DONNAFUGATA SRL
País: Itália
Região: D.O.P Passito de Pantelleria
Safra:
Álcool: 14,5º
Assemblage: 100% Zibibbo, (Moscatel de Alexandria)

OBS: A partir de uvas passificadas naturalmente por 20 a 30 dias, 4 meses em cubas de inox e 18 em garrafas.

Temperatura ideal de serviço: 14º

Importador: World Wine


Notas de Degustação:

Vinho branco de belíssima cor dourada intensa, com notas alaranjadas, límpido, brilhante e transparente, que já anuncia uma bebida tentadora. No nariz damascos secos maduros, figos glaçados, frutas cristalizadas permeados por notas minerais, dando requinte ao conjunto. Na boca fascinante, intenso, belíssima acidez de alta intensidade, associada à também intensa doçura, gerando equilíbrio e frescor,  nada enjoativo.  Elegante, sedutor, um vinho impar e inesquecível.
Vinho de meditação, para os bons momentos da vida!

Enoabraços,

Camila H. Coletti

1200 garrafas de vinhos do ex-banqueiro em leilão no próximo dia 24, estarão em boas condições?

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Ex-banqueiro Edimar Cid Ferreira, do ex Banco Santos, terá da sua coleção particular, 1200 vinhos em leilão, dentre eles,  Sauternes  preciosos do Château D’Yquen, do Château Suduiraut, e outros e em especial um Château D’Yquen magnun 1988, dentre os doces, Tokaji Aszu,  e vários italianos, num total de 12 lotes de doces, 32 lotes de brancos com Chablis, Montrachets, Gevrey-Chambertins, 7 lotes de Champagnes, 8 de Portos e fortificados, 65 de tintos e 19 lotes variados.

Vejam todos os lotes no Canal Judicial:
http://www.canaljudicial.com.br/auction/index.htm?auction_id=18611

É possível se cadastrar para participar, se você se interessar pelo estilo de compra, é uma oportunidade, apesar de que eu observei e você pode ver pelas fotos,  que alguns rótulos estão embolorados, será que estes vinhos forma mantidos em condições adequadas?

Bom… fica a dica!
Enoabraços,

Château Suduiraut - Premier Cru Classé en 1855


Enocolegas, 
mais uma experiência vínica que faço questão de dividir com todos vocês, segue abaixo a ficha de degustação com os dados do vinho e minhas impressões, lembro a todos que os vinhos aqui citados me trouxeram momentos degustativos agradábilíssimos, e foram considerados:
"de muito especiais a especialíssimos (o que eu chamaria de momentos com os Deuses)" 
e foram degustados em condições satisfatórias de análise e os que  não estão citados na Vinho e Delícias, ou não foram degustados com o propósito e condições de análise, ou não me cativaram especialmente, dentro do estilo do vinho degustado, ou ainda, considerei que talvez não estivessem num bom momento por problemas na adegagem, no transporte, ou da garrafa, como por exemplo apresentar o bouchonné.
Caso queiram conhecer as outras notas minhas de degustação, 
visitem os links:
Notas de degustação por países
Notas de degustação por ordem alfabética






Rótulo: Château Suduiraut - Premier Cru Classé - Sauternes 
Produtor: Château Suduiraut
País: França
Região: Bordeaux - Sauternes
Safra: 2009
Álcool: %
Assemblage:
  • 90% Semillon        
  • 10% Sauvignon Blanc

  • OBS: Permanência em barricas francesas de 18 a 24 meses, sendo 50% de barricas novas. vinificado a partir de uvas felizmente atacadas pelo fungo "botritys cinérea", que quando em condições ideais de umidade e insolação dentre outras, desenvolve ao invés da podridão cinza, a chamada podridão nobre, resultando em vinho especialíssimo com características marcantes de contrate e equilíbrio entre acidez e doçura. 


Notas de Degustação
Vinho branco de cor amarelo dourado intenso, límpido, transparente e brilhante, sem condições de observação de lágrimas. 

Franco, etéreo e complexo nos aromas, mas apresentando nuances de damascos e passas e mel.

Vinho doce, na boca macio, retro-olfato de damascos e mel, belíssimo equilíbrio entre acidez e doçura, corretíssimo, leve, elegante, agradavelmente fresco e sedutor.



Recomendações:
·         Temperatura de Serviço: em torno de 10° a 12º para poder vivenciar todas as  deliciosas nuances deste Premier Cru Classé de Sauternes.

Tokaji, um brinde aos sentidos!


Numa deliciosa noite paulistana, tivemos a oportunidade de degustar tecnicamente, na ABS-SP,  4 vinhos da região de Tokaj, intitulados Tokaji, ou conhecidos também por Tokay na grafia inglesa.
Sob a orientação de Ben Howkins, diretor e co-fundador em parceria com High Johnson da  The Royal Tokaji  Wine Company, situada na região de Tokaj na Hungria, degustamos:
  • Royal Tokaji Furmint 2009
  • Royal Tokaji Áts Cuvée Late Harvest
  • Royal Tokaji Blue Label Aszú 5 Puttonyos
  • Royal Tokaji Gold Label Tokaji Aszú 6 Puttonyos
Veja as notas de degustação aqui: Vinhos da Hungria

Mas afinal para quem não é do mundo do vinho, Ou ainda não teve a oportunidade de degustá-lo, já deve estar pensando, o que tem de especial este vinho tokaji Aszú com este nome estranho, conhecido aqui também como tokay Aszú? E o que significa isto de puttonyos sempre associados no nome, 3, 4, 5 ou 6 puttonyos?
A resposta é simples, (por enquanto...rs..) Os vinhos Tokaji Aszú são vinhos doces, assim como o late harvest, porém com uvas que pelo menos em parte, sofreram o ataque do fungo botrytis cinérea, o que acaba por determinar características próprias,  dentre elas o fantástico equilíbrio entre a doçura e a acidez, e aromas específicos, que acontecem por um duelo entre a botrytis cinérea e a videira atacada, numa região onde a natureza por um capricho propiciou um terroir absolutamente único. E neste ponto a coisa deixa de ficar simples e passa a ser bastante complexa. Observem... Tokaj está situado nas montanhas Zemplén, na confluência dos rios Tisza e Bodrog, goza de longos verões ensolarados e outonos secos o que propicia as  névoas matinais, devido ao  encontro dos dois rios,  incentivando o desenvolvimento do botrytis cinérea, que nestas condições ideais, passa de uma praga que destruiria a produção de uvas com  a podridão cinzenta para um fungo benéfico, (mas como assim?) é isso mesmo, o fungo trava um duelo com a videira e nas condições climáticas e geográficas ideais, desenvolve a podridão nobre ao invés da podridão cinzenta e  acaba por nos proporcionar uma das melhores delicias do mundo do vinho, os vinhos botrytizados produzidos por uvas atacadas pela botrytis cinerea na podridão nobre. (Veja imagem abaixo)

As principais uvas de Tokaj

  • Furmint - aproximadamente 70% das plantações na região. Uma variedade com níveis muito elevados de ácido tartárico que é particularmente susceptível a Botrytis.

  • Harslevelu -. Cerca de 25% das plantações. Menos suscetível a Botrytis, mas rica em açúcares e aromas.

  • Muscat de Lunel -. Cerca de 5% das plantações. Uva de difícil de crescimento, mas importante tempero.
Na região específica da The Royal Tokaji  Wine Company, Os solos são em grande parte de barro, com um substrato vulcânico. As trepadeiras tem em torno de 20 anos de idade. Os rendimentos são mantidos em 10 hectolitros por hectare e uma videira rende aproximadamente um copo de vinho.

Entendendo o processo de vinificação do tokaji.

Estes grãos da uva contaminados em Tokaj, passam a se chamar aszú (  bago de uva contaminado pelo botrytis cinérea), as uvas não aszú são vinificadas em primeiro lugar para fazer um vinho base posteriormente os bagos aszú, ou seja os botrytizados, são colocados em um puttony e adicionados ao vinho base, puttony ou no plurak puttonyos, são cestos, ou melhor recipientes tipo uma tina funda de madeira (veja foto abaixo) com a capacidade de cerca de 20 litros que preenchidos com os bagos de uvas contaminados pelo botrytis, são levados à fermentação.



O número de puttonyos adicionados por barril dá o nível de puttonyos final do vinho, impresso no rótulo. A fermentação, que por sinal já é a segunda, ocorre em barris de 140 litros usados chamados de Göncis, que são feitos de carvalho húngaro, em caves e  os vinhos em Tokaj são classificados segundo o volume de aszú que é  colocado no vinho base, sendo isto salientado no rótulo no número de puttonyos.O número se puttonyos vai interferir diretamente na quantidade de açúcar do vinho e nas características organolépticas do mesmo.
Certo? Sim agora ficou mais claro, não é?
Veja tabelinha abaixo e perceba como a quantidade de puttonyos influiu no vinho.
• 3 Puttonyos : 60 - 90  gramas de açúcar por litro
• 4 Puttonyos : 90 - 120 gramas de açúcar por litro
• 5 Puttonyos : 120 - 150 gramas de açúcar por litro
• 6 Puttonyos : 150 - 180 gramas de açúcar por litro
Existindo mais duas classificações acima com uma quantia superior de aszú, mais de 6 puttonyos:
• Aszu Essencia : 180 - 450 gramas de açúcar por litro
• Essencia : 450 - 850  gramas de açúcar por litro
Mas como assim?  Como uma contaminação por fungo pode vir a ser benéfica para a videira e para a produção do vinho, e ainda gerar um vinho especial apreciado no mundo todo? 
E sabem do mais interessante? Isto tudo tem a ver com resveratrol no vinho branco... Resveratrol no vinho branco, como assim se resveratrol tem a ver com o vinho tinto?

Ah- hã...peguei você...rs... 

Vamos entender isto melhor?...
Se for curioso/a como eu , vai querer sim, então 
Leia AQUI: 


Fiz um pequeno resumo que irá ajudá-lo a entender isto, a principal fonte, foi a matéria de um dos meus professores o Doutor José Luiz Alvim Borges, atual presidente de ABS-SP  
(veja as referências de fonte no final da matéria.)


Agora que todos vocês já conhecem um pouco mais sobre os deliciosos tokajis, sugiro  colocar um na geladeira e degustá-lo em silencio absoluto, experimentando este capricho da natureza e agrado dos deuses conosco e assim brindar à vida! 



Enoabraços com desejos de que todos os leitores do blog tenham sempre por perto um tokaji para ser degustado quando bem entender, afinal para se abrir um tokaji, não é preciso nada, sem comida, nem harmonizações e nem cia, apenas a vontade de experimentar este momento de paz e de brinde aos sentidos.

Vinhos Botrytizados - A contaminação que deu mais do que certo.



Existem pelo mundo alguns vinhos curiosos, que se originam de uma contaminação pelo fungo botrytis cinérea, que quando se desenvolve em condições  geográficas e climáticas especiais, origina uma contaminação favorável, a podridão nobre ao invés da podridão cinza e assim,  somos brindados com vinhos doces especialmente deliciosos e caríssimos,  em algumas regiões do mundo, infelizmente todas muito longe de nós:

Em especial: 

  • Tokajis (ou Tokay) da Hungria
  • Sauternes da França
  • Beerenausleses e Trockenbeerenausleses- da Alemanha ( Vale do Reno)
  • Sélection de Grains Nobles da França ( Alsácia e Vale do Loire)
Podem acreditar que uma contaminação possa gerar ao invés de um desastre nas plantações de videiras, um especialíssimo néctar ofertado aos homens como um chamado para  um  brinde junto aos Deuses?

Vamos entender isto melhor... o fungo botrytis cinérea, conforme a tradução do nome, botrytis (cacho de uvas em grego) cinérea (cinzas do latim), produz uma enzima a pectinase que destrói a pectina da película da uva e permite a invasão no bago, a casca com inúmeros furinhos acelera a desidratação da uva, mas, a videira reage, basta uma única uva ser contaminada para que os demais cachos da videira passem a produzir substâncias com propriedades antibióticas, em especial o nosso conhecido resveratrol, isto mesmo, aquele presente no vinho tinto ao qual são atribuídos muitos benefícios para a saúde, mas o fungo não se dá por vencido, reage e produz uma enzima que neutraliza a ação do resveratrol na defesa da uva permitindo a entrada e a contaminação de outros bagos, e então é que vem  a magia perfeita do terroir da região, pois cria-se um equilíbrio entre 3 fatores:

  • 1.       O crescimento do fungo estimulado pela umidade matinal.
  • 2.       Sua inibição pelas tardes quentes e secas.
  • 3.       A reação da videira pelo resveratrol.
Nesta condições especiais que ocorrem em pouquíssimos locais do mundo ao invés do fungo botrytis cinérea causar um mega prejuízo, com a podridão cinzenta, o mesmo causa a podridão nobre e devido as alterações ocorridas durante a luta com  a videira, com a alteração da composição do suco da uva, pois o fungu gera algumas substâncias consumindo outras e nós podemos assim ter um vinho absolutamente especial.
Assim os bagos são desidratados, ficando com uma quantidade superior de açúcar, alterações nos aromas iniciais que seriam gerados tipicamente pelas espécies de uvas, e desenvolvimento de novos aromas e a preservação  da acidez, reduzindo a queda do PH causada pela desidratação.
Além de uma experiência olfativa e gustativa inigualável, este fungo acaba por nos oferecer a presença do resveratrol, até então componente apenas do vinho tinto.

Compreenderam o processo? 

Assim acontece o desenvolvimento dos vinhos doces mais apreciáveis e desejáveis do mundo, eu confesso minha enorme predileção por este estilo de vinho, os Tokaji (ou Tokay) da Hungria, os Sauternes da França, os Beerenauslese e Trockenbeerenauslese- da Alemanha, do Vale do Reno e os 
Sélection de Grains Nobles da França da Alsácia e do Vale do Loire.

Fontes de consulta: 
“Botrytis Cinerea, um fungo de múltiplas facetas” – José Luiz Alvim Borges (Presidente da ABS-SP) – Revista Wine Style.
“Aulas: Vinhos Doces" - Arthur de Azevedo (Vice-precidente ABS-SP)  – Módulo 1 – Curso profissional de vinhos – ABS-SP 


Leia algumas Notas de Degustação de Tokajis AQUI


E matéria sobre Tokaji AQUI Tokaji, um brinde aos sentidos!


Enoabraços,

Gold Label Tokaji Aszu 6 Pottonyos - Royal Tokaji Wine Company


Enocolegas, 
mais uma experiência vínica que faço questão de dividir com todos vocês, segue abaixo a ficha de degustação com os dados do vinho e minhas impressões, lembro a todos que os vinhos aqui citados me trouxeram momentos degustativos agradábilíssimos, e foram considerados:
"de muito especiais a especialíssimos (o que eu chamaria de momentos com os Deuses)" 
e foram degustados em condições satisfatórias de análise e os que  não estão citados na Vinho e Delícias, ou não foram degustados com o propósito e condições de análise, ou não me cativaram especialmente, dentro do estilo do vinho degustado, ou ainda, considerei que talvez não estivessem num bom momento por problemas na adegagem, no transporte, ou da garrafa, como por exemplo apresentar o bouchonné.
Caso queiram conhecer as outras notas minhas de degustação, 
visitem os links:




Rótulo: Gold Label Tokaji Aszu 6 Pottonyos
Produtor: Royal Tokaji Wine Company
País: Hungria
Região: Tokaj
Safra: 2006
Álcool: 9%
Assemblage: porcentagens não informadas
·  Furmint    
·  Harslevelu      
·  Muscat Yellow    
OBS: As bagas aszú (uvas botrytizadas), são acrescentadas nos moldes do estilo Tokaji, neste caso foram utilizados 6 puttonyos (cestos especiais para as bagas aszú), para cada 140 litros de vinho base superior, realizando-se a seguir a segunda fermentação. O vinho foi envelhecido em carvalho por 2 anos e meio antes do engarrafamento que ocorreu em 1 de julho de 2009.
Acidez: 11,2 g/l
Açúcar: 203 g/l


Notas de Degustação:
Vinho branco de belíssimo tom dourado escuro, límpido, translúcido, podendo-se observar lágrimas lentas nas paredes da taça. No olfato, franco, complexo e intenso, notas de nozes, caramelos, pêssegos ácidos em calda, envolvidas por inusitadas nuances de marron glacê. Um delicioso exercício dos sentidos, na boca se revela perfeito com equilibradíssima relação entre a acidez e a doçura. Finaliza com delicioso retrogosto de damascos e belíssima persistência.Intenso, elegante, requintado e surpreendentemente fresco, um vinho que apesar de um alto grau de açúcar, mantem-se refrescante e nada enjoativo, coisa comum em vinhos doces de pouca acidez, aliás este é exatamente, o diferencial de um vinho botrytizado de boa qualidade.
Mais um vinho que merece o lugar na minha caixa de recordações vínicas

Por Camila Helena degustado em:  8 de feveveiro de 2012 



Recomendações:
·         Temperatura de Serviço: 8° a 11°

Veja outros vinhos da Hungria (tokajis/tokay) AQUI 
 Importadora: Inovini antiga Aurora

Blue Label Tokaji Aszú 5 puttonyos - Royal Tokaji Wine Company




Rótulo:  Blue Label Tokaji Aszú 5 puttonyos
Produtor: Royal Tokaji Wine Company
País: Hungria
Região: Tokaj
Safra:  2007
Álcool: 11,5 %
Assemblage: Predominantemente furmint e harslevelu com pequena porcentagem  de muscat. 

OBS: Vinho com parte de uvas botrytizadas, 5 puttonyos ou seja, foram utilizados 5 cestos de 20l de uvas atacadas pelo fungo botrytis cinerea para cada barrica de 140 litros de vinho base, elaborado com uvas selecionadas de vinhedos tops. Foi  fermentado em inox e maturado por 2 anos e meio em barris de carvalho nas caves da vinícola, caves estas datados do século XIII.

Notas de Degustação:
Vinho branco de belíssimo tom amarelo dourado escuro, límpido, translúcido, lágrimas lentas, no olfato de início me chamou a atenção pela combinação surpreendente, um lado delicado e feminino algo doce caramelado, com notas de amêndoas e lembranças da infância de doce de tamarindo, associado à algo mais austero e másculo, que se apresentou em aromas de caixa de charutos, notas tostadas, finalizando após alguns momentos na taça em suaves notas de maracujá maduro.  Na boca, ótima e intensa acidez equilibrada pela presença do açúcar, revelando um equilíbrio sedutor e elegante, retrogosto de caramelo confirmando as notas de charuto e frutas. Delicioso, Uma experiência para apurar os sentidos e alinhar as emoções.

Este foi guardado na minha 
caixinha das lembranças vínicas especiais.


Por Camila Helena  degustado em 8 de fevereiro de 2012 



Recomendações:
·         Temperatura de Serviço: 8° a 11°



Importadora: Inovini antiga Aurora

Veja outros vinhos Húngaros, com Notas de Degustação, AQUI.