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As Indicações Geográficas do vinho, vamos entender isto?

indicação geográfica

Denominações de origem, indicações de procedência, afinal o que significa cada uma delas? Sabem a diferença entre elas?
Estou pesquisando o tema e encontrei bastante material, que vou dividir com os colegas, que queiram se aprofundar e ter respostas completas e elucidativas.  Vamos entender como isto se define e se quiserem ir um pouco mais a fundo, e talvez, solicitar registro para a sua região como Indicação Geográfica, disponibilizo ao final alguns links para baixar material referente ao tema. Vale salientar de que tão registro pode ser requerido para qualquer produto elaborado na região com tradição local, de rendas ao vinho.
renda-cariri-vinho-e-deliciasip-pinto-bandeiraSELO SALINAS
Temos 3 termos utilizados, vamos saber o que significa cada um?
Indicação Geográfica
Indicação de Procedência
Denominação de Origem

Indicação Geográfica

 

Quando um produto seja ele do tipo que for, tiver em suas origens geográficas, características especiais, o mesmo, poderá obter o registro de Indicação Geográfica, ou seja este é o nome geral  sendo duas as modalidades de registro, dependendo das condições para tal:
Indicação de procedência. (IP)

Define e caracteriza o reconhecimento público, de que o produto de uma determinada região, possui uma qualidade diferenciada, e que a região é conhecida pela produção, extração ou fabricação de determinado produto.
A indicação de procedência protege um produto e a sua reputação, em virtude de sua origem geográfica.
Denominação de Origem. (DO)


Nela reconhece-se, que as características de uma região, agregam um diferencial ao produto, ou seja, a região é reconhecida como fator que agrega ao produto, características oriundas especificamente desta região, taus como condições ambientais, e condições humanas,  afetando diretamente e comprovadamente, a qualidade do produto final.
Perceberam que existe diferença, um vinho que recebe indicação de procedência, já definiu o local do produto o que o diferencia e o autoriza a usar o local em seu rótulo, é claro, desde que, siga as recomendações estruturadas para a região, e o vinho que recebe a designação de denominação de origem, tem além do reconhecimento da região, o reconhecimento do que poderíamos chamar de um macro terroir, ou seja, o reconhecimento de um conjunto de fatores inerentes à região, próprios dela, como fatores ambientais, de clima, altitude, solo, relevo e etc, somados ao fator humano regional, que as diferencia das demais indicações de origem. Me parece, que o caminho será sempre sequencial, inicialmente tem-se o reconhecimento da IP para posteriormente requerer-se a DO, como aconteceu com o vale dos vinhedos, que é a única região do vinho, que recebeu o registro de Denominação de Origem  no Brasil.
Observem os selos abaixo, do Vale dos Vinhedos, por ocasião dos dois registros.
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Pronto, já estão quase peritos no tema, e se quiserem saber um pouco mais recomendo pesquisas no material abaixo.

O registro para indicação geográfica é requerido no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial e é baseado na LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996. 

A referida lei entre outras informações define nos artigos 177 e 178, as diferenças entre Indicação de Procedência e Denominação de Origem.
Art. 177. Considera-se indicação de procedência o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço.
Art. 178. Considera-se denominação de origem o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que designe produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

Serviço:

Veja o texto integral da lei AQUI
Os registros devem ser efetuados no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial, veja como AQUI
Baixe AQUI: Guia de implementação de Indicações Geográficas para produtos.- INPI – SEBRAE
Agora com as informações iniciais, vamos conhecer quais as Indicações Geográficas do vinho brasileiro, já reconhecidas nas duas modalidades. Leia a seguir…

Mais dicas sobre o universo dos vinhos

Enoabraços,

Camila H. Coletti - Vinho e Delícias

Testes de harmonização de vinho para o dia a dia

vinho-lovara-pao-de-queijo-vinho-e-delicias
bv-400-revista-eno-estilo-gastronomiaE porque não?

Teste de harmonização de vinho Chardonnay com o tradicional pão de queijo mineiro.

Estes dias resolvi rever uma receitas e fiz em casa pães de queijo, como estava quente, abri um vinho branco, que estava previamente gelado, sempre tenho dois ou 3 vinhos entre brancos, espumantes ou rosés na geladeira, para o consumo do dia a dia. 
Abri o Chardonnay da Lovara, vinho leve, frutado, com aromas cítricos e notas de maças verdes, um vinho fresco, alegre e de bem com a vida,  sem complicações, um companheiro bacana para as aventuras culinárias do dia a dia, afinal vinho não é para acompanhar somente pratos requintados de chefs nos restaurantes. Vamos inserí-lo em nosso dia a dia como deve, com o que comemos nele.
O pão de queijo ficou um pouco forte devido a eu ter usado queijo parmesão ao invés do que seria o correto, um queijo mineiro curado e ralado, que eu não tinha, mas sabem que embora tenha havido este porém, o vinho o encarou muito bem?

Aliás, o sal um pouco acima do correto não foi problema para este vinho. 
Portou-se com louvor e entra para a minha lista dos vinhos curingas em harmonizações.

Vinho branco: Lovara Chardonnay 2011
Serra Gaúcha - Rio Grande do Sul
Vinho do Brasil | Vinícola Lovara 

Sempre que possível farei outros testes com receitas do dia a dia e vinhos e dividirei meus experimentos, com os colegas do Vinho e Delícias.

Enoabraços,

Camila H. Coletti

Que tal um vinho Beaujolais 2014 do Brasil?

Vinho Dal Pizzol - www.vinhoedelicias.com.br

 

Já podemos degustar vinhos do Brasil da safra 2014

Para evitar mal entendidos, com a referência a Beaujolais, assinalo que Beaujolais, assim como Chablis ou  Champagne é nome de região e as três citadas são regiões da França e não do Brasil, porém, até onde sei, podemos ter um vinho com o “estilo” da região de Beaujolais.
Esta é a proposta da Dal Pizzol, ao colocar no mercado o seu primeiro vinho da safra de 2014, que foi inspirado no estilo do vinho de Beaujolais, e portanto é elaborado com uva Gamay.
As uvas utilizadas são provenientes de vinhedos de produtores da Serra Gaúcha e da Campanha, sob a orientação da equipe da Dal Pizzol capitaneada pelo experiente enólogo Dirceu Scottá.

Dicas sobre o vinho

O vinho Dal Pizzol, Gamay beaujolais 2014 já está disponível no mercado, com 12,5º de graduação alcóolica, um vinho alegre e leve como o estilo de Beaujolais. 
O vinho é indicado para bebericar naquele momento descontraído com amigos,  perfeito para acompanhar comidinhas e petiscos. Vai agradar aos iniciantes que preferem um vinho mais leve e também aos iniciados que sabem que em algumas harmonizações será necessária a expressão mais frutada e menos tânica de um vinho elaborado com a uva Gamay.
Eu recomendo especialmente para pratos com carboidratos, como massas que eu acompanharia com molhos brancos ou rosés, no mais petiscos em geral, como fritas (carboidratos) e todos os que não sejam muito ácidos.
Acho que dá para brincar bem e fazer descobertas em harmonizações, é um vinho que se presta para isto, não amargará facilmente, eu pensaria nele até em composições com alguns queijos, tema complexo para harmonização de vinhos tintos.
Maiores informações: www.dalpizzol.com.br

Fica a dica e lembrem-se que nesta semana estamos repletos de eventos aqui em São Paulo, veja os eventos da semana:

Enoabraços,
Camila H. Coletti

Vinhos do Brasil recebem 17 medalhas do Vinalies - França

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Em degustação ás cegas, como acontece no Concurso Vinalies, um dos mais respeitados do mundo, o vinho brasileiro, recebeu 17 novas medalhas.O concurso, realizado em Paris de 1 a 5 de março/2014, contou com 164 degustadores que avaliaram 3.503 amostras oriundas de  41 países. Das 17 medalhas recebidas, o Brasil obteve 3 medalhas para vinhos tintos, o que consiste em uma boa surpresa, são dois da Vinícola Perini e um da Vinícola Salton e 14 para espumantes, de 11 vinícolas.
Representando o Brasil, estiveram presentes ao evento, o enólogo Leocir Bottega, vice-presidente da ABE – Associação Brasileira de Enologia e o enólogo Philippe Mével.

Conheça os vinhos premiados:

Medalha de Ouro
Cave Amadeu Espumante Brut 2011– Vinícola Geisse
Cave Geisse Espumante Brut 2010 – Vinícola Geisse
Decima Espumante Brut Rosé 2013 - Cia Piagentini
Garibaldi Espumante Prosecco Brut – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Giuseppe Garibaldi Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Garibaldi
Perini Quatro Tinto 2009 – Vinícola Perini
Ponto Nero Espumante Brut – Domno do Brasil


Medalha de Prata
Casa Valduga Espumante Brut – Casa Valduga Vinhos Finos
Casa Valduga Espumante Reserva Blush – Casa Valduga Vinhos Finos
Gazzaro Espumante Moscatel – Vinícola Gazzaro
Gazzaro Espumante Tradicional Brut – Vinícola Gazzaro
Marcus James Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora
Pedregais Espumante Brut – Bodega Czarnobay
Perini Fração Única Merlot 2012 – Vinícola Perini
Presence Peterlongo Espumante Brut – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo
Presence Peterlongo Espumante Moscatel - Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo
Salton Intenso Tannat 2012 – Vinícola Salton

É isso ai, o Brasil mostrando sua qualidade e obtendo reconhecimento também na França.

Enoabraços,

Camila H. Coletti - Vinho e Delícias



















O vinho super companheiro Perini Barbera

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Degustado naqueles dias de calor arrasador, porque eu não passo muitos dias sem um vinho tinto, embora aprecie muito os brancos, não vou negar minha queda pelos tintos.  O vinho Perini Barbera, cumpriu muito bem este papel,  me surpreendeu em vários aspectos, como irão ler nas notas abaixo, tem uma expressão olfativa muito intensa e cativante, que resiste até às temperaturas mais baixas, e uma capacidade de harmonização, que agrada no primeiro gole.

Notas de degustação:

Vinho: Perini Barbera
Produtor: Vinícola Perini
País: Brasil
Região: Vale Trentino – Farroupilha – RS.
Safra: 2012
Graduação Alcoólica: 12º
Castas: ( ) corte – (x) varietal
  • 100% Barbera
Observações sobre o vinho:
A uva Barbera, para quem ainda não conhece, é uma das 10 uvas mais plantadas na Itália, uva típica da região do Piemonte.

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Notas de degustação:
De cor rubi, média intensidade, surpreende na explosão de aromas de funcho, que lembram bastante as notas de erva-doce, notas que se mesclam à morangos maduros, aqueles americanos, bem perfumados.
Em boca é um vinho de corpo leve a médio, com boa entrada, macia e saborosa, anunciando bela acidez, característica da uva, que se expressa, muito bem na região. Um vinho que flui e acompanha um bom papo e boas notícias. Equilibrando acidez x álcool  e taninos redondos e prontos, se comporta muito bem em harmonizações, com carnes brancas grelhadas e massas com molho de tomate, que foram as que testei.
Detalhe interessante, é que mesmo em dias quentes, pode te acompanhar, se você é como eu, que não passa mais do que uma semana sem um vinho tinto. Se presta muito bem, a ser saboreado em uma temperaturas mais baixas, acompanhando até, suas folias gastronômicas, nos dias mais quentes do ano. Vinho muito agradável e versátil ideal para ter a mão,  para aquele momento de improviso. Vinho super companheiro.

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Recomendações:
Servir à temperatura entre 14º e 16º

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Preço: R$ 36,30 no site da Vinícola Perini, conferido hoje.

Fica a dica, você vai apreciar!

Enoabraços,

Camila H. Coletti - Vinho e Delícias



Resistência ao vinho brasileiro?

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Como venho assinalando, depois de toneis e mais toneis de vinhos importados ao longo desta última década, começo a me achar apta, a decifrar os prazeres aqui de nossa terra, e tenho me surpreendido positivamente, com muitos rótulos, alguns deles, ainda ilustres desconhecidos da maioria dos enófilos, assim, sempre que possível, irei apresentar as novidades em se tratando de vinhos brasileiros.
Não negarei que observo, entre os apreciadores de vinhos, os chamados enófilos (não são os especialistas, não são os que estudam os vinhos e sim os que curtem bebe-los),  resistência em experimentar o vinho nacional, isto é ato em absoluto desuso, que cairá no esquecimento em breve, quando os tais, perceberem que não estão fazendo bom negócio, com esta resistência descabida, em conhecer, diversificar e desvendar os mistérios de nosso terroir.
 
Vinho não é Coca-Cola, e não tem que ter sempre o mesmo gosto, vinho é diversidade, um chardonnay não tem que se parecer sempre com um Chablis, ou então estaríamos tentando produzir Coca-Cola. Diversidade é possibilidade de ousar, de inovar, de representar um pedaço de um país, é muitas outras coisas também, menos estaticidade. Se eu comparo, eu estou querendo generalizar, a Coca-Cola eu posso comparar, pois ela deve ter sempre o mesmo gosto, é aquilo que eu comprei, é aquilo que eu espero, diferentemente é uma garrafa de vinho, que é, a expressão de um local, de um método, de técnicas específicas, de possibilidades de um terroir, isto é único e isto sim é muito especial, mesmo numa determinada linha de vinhos, não podemos estabelecer similaridade absoluta, pois de safra a safra, as condições mudam e a uva também, suas substâncias, sua expressão.
 
Esta falta de possibilidade, de se permitir apreciar expressões diversas na psicologia, assinalamos como falta de flexibilidade, para tal é necessário alongamento mental, ou seja… possibilidade de se permitir, mas quem vai com resistência, não consegue,  envelhece antes da hora.
Ou seja, na minha visão, considero os resistentes em conhecer as nossas delícias brasileiras, como anciões decadentes e démodés, tenham a idade que tiver, estão presos a fórmulas e conceitos, sem conseguir entender, a jovialidade de nosso vinho, que evolui galopantemente, a cada nova safra. Se ele não se permite experimentar, como ele poderá acompanhar esta evolução?
 
Lembro de ter degustado vinhos de algumas vinícolas brasileiras, há uns 5 anos e recentemente novamente, a mudança foi brutal, a elegância e o equilíbrio, vem ocupando espaço, na expressão do vinho brasileiro.
 
Claro que esta resistência, que eu assiná-lo, não é acessório dos leitores do Vinho e Delícias, porque os leitores do Vinho e Delícias, pelo que me escrevem, querem ampliar horizontes, querem experimentar, querem conhecer, querem diversificar, querem apreciar a vida, com vinho e delícias, já que reconhecem, que um dos grandes prazeres da vida é a descoberta, já pensaram a monotonia de um mundo repetitivo e não inovador?
 
Ufa!… Ainda bem que não estamos presos a estas amarras!
 
Vamos lá… Ao prazer da descoberta, exercício para a mente e para sua jovialidade, e olhe que nem estou falando, das vantagens anti-oxidantes,  do resveratrol… Smiley piscando
 
Enoabraços,
 

Numa super sacada, a Perini lança a linha Macaw

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Para popularizar o vinho, além de preço, é necessário romper aquela barreira do “suave, docinho”, aos quais algumas pessoas estão direcionadas. Assim numa sacada, que vem sendo abordada por alguns produtores, surge a linha Macaw  da Perini, a arara como símbolo da tropicalidade brasileira, o vinho é voltada ao público jovem,  e já está sendo exportado para os Estados Unidos.

A linha consiste de 4 vinhos:

  • Macaw Cabernet Sauvignon
  • Macaw Merlot
  • Macaw Tannat
  • Macaw Moscato

E as harmonizações são sugeridas, são programas para a turma, como por exemplo:

Macaw Tannat:

Harmonização:  com a turma assistindo ao jogo do seu time favorito ou no pub, petiscando com os amigos.

Não é uma super sacada?

Os vinhos são classificados como “demi-sec”, e tem um teor de açúcar, para saciar ao gosto dos iniciantes, no universo do vinho.

É isso ai, a Perini tem em sua linha tradicional,  vinhos fantásticos e esta linha Macaw, vem para possibilitar que o consumidor jovem, se encante e busque a entrada nos vinhos de vitiviníferas, ou seja de uvas europeias, depois irá ampliar horizontes para toda a linha da empresa. Faixa de preço dos vinhos: R$ 16,40 no site loja da Perini.

Além de estarem no site principal da Perini, a linha de vinhos Macaw, tem também, um site próprio, com galeria do Instagram usando #winemacaw e agenda de eventos, um site bem jovem e tudo a ver com a proposta dos vinhos. Ainda não tive a oportunidade de conhecê-los, quando acontecer, falarei sobre eles.

Para quem não conhece, a Perini está situada na Serra Gaúcha, Vale Trentino em Farroupilha e possui mais de 90 produtos derivados da uva, tem uma linha muito especial de vinhos finos, com premiações e indiscutível qualidade a preços bacanas. Veja nos sites abaixo.

http://www.vinicolaperini.com.br/

http://www.winemacaw.com/wines

Enoabraços,

Camila H. Coletti - Vinho e Delícias

O requintado e elegante Chardonnay da Villaggio Grando

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Quem ainda tem prevenções, com o vinho nacional, que conheça um pouco mais o fruto de nossa terra. Tenho degustado chardonnays deliciosos, de solo nacional, cada um com seu estilo e qualidades, representando muito bem, o terroir de onde brotam.

Villaggio Grando Chardonnay

 

Região: Campos de Herciliópolis, Água Doce, Santa Catarina
Altitude: 1200 metros
Safra: 2012
Álcool: 12,4
Uva: Chardonnay
Temperatura de serviço: em torno de 10º
Produtor: Villaggio Grando

Para facilitar, pois sei que os enocolegas irão me escrever perguntando onde encontrá-lo, segue o endereço do distribuidor e de uma loja que sei que tem o vinho:

Distribuidor
: Alexandre Furniel - Bendito Vinho
Loja na Granja Viana:  João Felipe - Vino & Sapore

Notas de degustação:

 

Vinho branco de cor amarelo palha claro com nuances verdeais, brilhante, límpido e transparente.

De aromas mostrando complexidade, remete a notas minerais, me lembrando cheiro de ardósia, muito usada aqui na minha região, mescla nuances de floral e traços de delicada pâtisserie.
Em boca incrivelmente sedutor, tudo absolutamente na medida certa, macio, seduz desde o toque inicial em boca, acidez integradíssima com o álcool, aveludado,  envolve os sentidos com elegância.
Nada neste vinho está fora do lugar.
Um vinho que flui numa conversa, apresentando o seu único problema: Acaba logo.
Prazeroso do visual ao último gole, se tivesse que resumí-lo em uma única palavra seria: Elegância.
Este Chardonnay já havia me chamado atenção na época em que se destacou e ganhou o Top Ten 2010 da categoria, mas arrisco salientar que este esteja ainda melhor, infelizmente não degustei o 2011 para falar da transição deles.
Os 3 dariam certamente uma deliciosa vertical, gostaria de poder saber como ele reage aos anos, pois tal como as pessoas, alguns harmonizam-se com o tempo e outros deixam-se desvanecer por ele.

Enoabraços,

Camila H. Coletti - Vinho e Delícias

Mais um vinho na minha dieta que faço questão de mencionar


Desde quando degustei o Aracuri Collector Cabernet Sauvignon 2009, 100% Cabernet Sauvignon, fiquei impressionada e essa vinícola passou a ser foco de minha atenção. Nestes dias de minha dieta, que como sabem acompanho com vinho, resolvi conhecer um dos brancos da vinícola, o Aracuri chardonnay 2012.

Aracuri Chardonnay
Safra: 2012
Região: Campos de Cima da Serra
Rio Grande do Sul – Brasil
álcool: 13º
Evolução: 10 meses em barricas de carvalho (10%)

Vinho branco de tonalidade amarelo palha verdeal, com notas de maça e nuances lácteas, algo lembrando frappé de maças, no desenvolvimento em taça, abriu em traços cítricos e notas de mel. Os aromas de início se mostram um tanto fechados e surpreendem quando abrem-se na taça, mais ainda pela bela persistência do vinho, mesmo guardado em geladeira, para o dia seguinte.
Em boca bela acidez, equilibrando os 13º de álcool, bom corpo, ótima estrutura, para o estilo de um chardonnay e persistência média.
Vinho bastante interessante, acompanhou bem queijos leves, carnes brancas, incluindo as defumadas.
Preço: R$ 45,00

www.aracuri.com.br

Enoabraços,

Camila H. Coletti 

Os melhores espumantes rosés do Circuito Brasileiro de Degustação

Polêmicas e preconceitos à parte, no fundo todos quando tem a experiência de levar a boca um bom rosé, logo se apaixonam por ele, e o Brasil já tem alguns ótimos exemplares.
Como no caso da matéria anterior, dentre os que consegui degustar, estes são os que mais gostei, confesso que no caso dos rosés, eu diria que o índice foi mais baixo de rejeição, a enorme maioria se mostrou com consistência, sabor, aroma e intensidade compatível, ao estilo de vinho.
Vamos a eles, somente um é elaborado pelo método champenoise, os demais no charmat. Aqui é mesmo apenas para informar, estou falando de cada um deles em postagens individuais, com preços e dicas, realmente todos tem encantos que vale a pena conhecer então me dedicarei a eles individualmente.

Espumante Rosé Brut KRANZ
 
Espumante rosé Brut Quinta Don Bonifácio na foto inicial e abaixo:
Espumante rosé Demí-sec Quinta Don Bonifácio

Pizzato Brut Rosé

Aurora Brut Rosé


Vou lançar aqui minha coleção de espumantes nacionais.
Aguardem!

Enoabraços,

Camila H. Coletti